Rodrigues tal como Calado quer riqueza melhor distribuída

No encerramento do Congresso da JP, que reelegeu Leandro Silva, o líder do CDS-PP Madeira e secretário regional da Economia disse que "o desafio atual é traduzir esses ganhos na melhoria direta da vida das pessoas".

José Manuel Rodrigues foi alvo de homenagem da JP pelos 30 anos de carreira política.

O líder do CDS-PP Madeira, José Manuel Rodrigues, fez este sábado 30 anos de carreira política e esse foi o mote para uma homenagem da Juventude do partido, organização que reelegeu Leandro Silva na liderança.
Mas José Manuel Rodrigues voltou a estar em particular evidência, acontece sempre nas reuniões internas centristas, onde invariavelmente sai uns "recados" para o Governo Regional, que o próprio integra, mas que não se coibe de trazer a público em modo de alertas que acha oportuno em contexto de fervor partidário.
Desta vez, Rodrigues foi mais longe e a intervenção teve a particularidade de trazer uma preocupação que Pedro Calado, antigo vice do Governo PSD, e atual membro da Comissão Política Regional de Albuquerque, tinha abordado recentemente, na TSF, interrogando-se para onde vai a riqueza na sequência de tanto crescimento da Madeira, que os madeirenses não sentem no dia a dia. Tal qual Calado, José Manuel Rodrigues disse que apesar da Madeira ter atingido "máximos históricos na economia com o CDS no Executivo, resultando num desemprego residual, o desafio atual é traduzir esses ganhos na melhoria direta da vida das pessoas". Para reforçar a coesão social, defendeu uma melhor redistribuição da riqueza, a valorização dos rendimentos da classe média, o aumento de lares e residências assistidas para idosos, e um forte impulso na construção de habitação a rendas acessíveis e custos controlados, através de parcerias com investimento público e privado".
O líder centrista foi incisivo para uma plateia de jovens ao apontar a habitação como um desafio a enfrentar pelo Governo do PSD/CDS. Mas essa assertividade levou-o para um discurso de toque da oposição a quem governa. Dá-se o caso de Rodrigues estar nos dois lados, não é fácil nesta fase dos 30 anos da sua carreira política.
O líder, no encerramento do XII Congresso da Juventude Popular disse que o partido é o "garante da estabilidade política, assegura a governabilidade, promove a redução fiscal e contribui para a coesão social da Madeira". E disse mais: a história reconhecerá a ação decisiva do partido em travar o impasse e a incerteza que marcaram a Região.
Recordando a instabilidade de 2024 e 2025 — com três eleições em 18 meses, a queda do Executivo e meses sem Orçamento —, Rodrigues justificou a coligação com o PSD como a única maioria viável. Destacou resultados já alcançados, como a redução de 30% no IRS, o desagravamento do IRC, o IVA a 4% nos bens essenciais, o salário mínimo mais alto do país, os descontos nos passes sociais e o apoio face ao preço dos combustíveis.
José Manuel Rodrigues enalteceu ainda a qualidade dos quadros da Juventude Popular Madeira, classificando os jovens como o verdadeiro "seguro de vida do partido".
Entretanto, a Juventude do CDS-PP Madeira homenageou, este sábado, José Manuel Rodrigues pelos seus 30 anos de dedicação à vida política. A homenagem ficou marcada pela exibição de um vídeo que reuniu fotografias de diferentes momentos do percurso político do presidente do CDS-PP Madeira, recordando três décadas de participação, responsabilidades e ligação ao partido e à Região.



Comentários