top of page

Almirante diz que o "ferry" é um "disparate": os aviões respondem

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 5 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Candidato homem do mar diz que o transporte aéreo responde às necessidades. Não há "razoabilidade económica" na operação ferry. Uma declaração que lhe pode custar votos na Madeira.



"Os outros países podem fazer os disparates que quiserem". Foi assim, com esta aparente certeza e muita frieza, que o Almirante Gouveia e Melo, candidato à presidência da República, respondeu a uma questão dos jornalistas - Canárias tem ligações ferry - ba sequência de uma posição contrária à operação de um ferry de transporte de passageiros entre a Madeira e o continente.

O homem do mar que pretende ser o Ramalho Eanes destes tempos, disse o que pensa mas não pensou no que disse do ponto de vista político, pode mesmo ter comprometido a sua votação na Madeira, uma vez que o desejo de um ferry representa praticamente uma unanimidade na Região, sendo que a diferença é mesmo quem paga os custos.

O Almirante diz que a operação não é viável do ponto de vista económico, a distância entre a Madeira e o continente não se justifica, a ligação aérea responde às necessidades. Há aqui uma questão de razoabilidade económica".

O Almirante está na Madeira no âmbito da candidatura às eleições presidenciais de 2026. E apesar do cargo a que se candidata não ter a vertente executiva, aborda e bem os temas com a opinião própria, ainda que neste particular do ferry há uma questão da continuidade territorial, através do serviço público, por via marítima e por via aérea, em que o ponto de vista não pode ser visto, apenas, pela perspetiva da razoabilidade económica. Por esse prisma, talvez não houvesse transporte aéreo regular, assegurado, predominantemente, pela TAP.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
white.png
© Designed by Teresa Correia
bottom of page