Antes do golfe é preciso recuperar acesso ao Paul da Serra
- Henrique Correia

- há 3 minutos
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Bernardo Trindade diz que "não temos uma mina de ouro escondida na Madeira, a nossa riqueza está na paisagem". E quanto às estradas, não estão preparadas para o volume de tráfego e o padrão de condução. Pede fiscalização.

Bernardo Trindade diz que "temos de olhar o território como um todo e decidir com visão de futuro".
Bernardo Trindade diz que as nossas estradas, via rápida incluída, não estão preparadas para este volume de tráfego automóvel, entretanto registado, bem como o padrão utilizado de condução. "É preciso assumir, com coragem, as decisões que não podem continuar a ser adiadas".
Refere que "a via rápida não é uma autoestrada, como no continente, não tem vias de aceleração adequadas, nas saídas e nas entradas". Defende que "quem utiliza as nossas estradas, tem de respeitar a nossa terra e suas regras. Acredito em políticas sérias de prevenção rodoviária, com radares visíveis, fiscalização eficaz e consequências para quem coloca os outros em risco. É preciso reforçar a ação da PSP, não se trata de perseguir ninguém, trata-se de proteger vidas".
O administrador hoteleiro madeirense assumiu esta posição no espaço regular de opinião no Posto Emissor do Funchal.
Bernardo Trindade é presidente da Associação da Hotelaria de Portugal e candidato à presidência da Confederação de Turismo. Foi administrador não executivo da TAP de 2017 a 2021. Foi deputado à Assembleia Legislativa da Madeira entre 2000 e 2005, e depois nomeado secretário de Estado do Turismo até 2011. Está ligado profissionalmente ao grupo Porto Bay.
No mesmo espaço radiofónico, Bernardo Trindade elogiou a articulação do Turismo com as Florestas e os progressos no sentido da organização, valorização e proteção dos percursos recomendados, depois de visitar o Fanal e o Rabaçal. Mas aponta uma situação que, em sua opinião, não pode continuar: a dificuldade de acesso ao Paul da Serra. "A estrada que liga a Encumeada à Bica da Cana continua interrompida na sequência das derrocadas resultantes das intempéries e dos incêndios. Passou tempo demais sem uma solução, é preciso agir e recuperar a estrada para uma melhor distribuição do tráfego automóvel. Falou-se muito de prioridades, pois bem esta é uma prioridade. Antes de pensar em campos de golfe ou outros projetos, é preciso recuperar a via de acesso ao Paul da Serra, através da Encumeada.
Trindade admite que a solução exivge investimento, mas também diz que "governar é escolher, definir prioridades e investir no futuro. Mais do que abrir novas estradas, podemos preservar as vias que fazem parte da história da Madeira e que podem servir a mobilidade, o lazer e a utilização responsável da Natureza. Não temos uma mina de ouro escondida na Madeira, a nossa riqueza está na paisagem, na cultura, na identidade e no trabalho das nossas pessoas e na capacidade de construir um turismo sustentável. Temos de olhar o território como um todo e decidir com visão de futuro".



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