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"Estudante viciou a operação do Armas por ordem do AJJ"

  • henriquecorreia196
  • há 59 minutos
  • 2 min de leitura


A declaração surpreendente vem de Miguel Sousa, um antigo governante de Jardim, conhecedor dos expedientes de governação, que considera o estudo de viabilidade da ligação "uma patetice".




O estudo sobre a viabilidade da operação marítima de passageiros, envolvendo carga, entre Madeira e o continente, veio despertar novas revelações e talvez tenha criado mais dúvidas do que propriamente certezas. Não é viável, economicamente falando, sem a intervenção pública, conclui a avaliação. Foi ou não bem elaborado? Ouviu ou não as pessoas que devia ouvir? Pesou efetivamente a importância de uma avaliação que sustente a narrativa?

São questões que obviamente se levantam. E nem são novas, uma vez que este debate já ocorreu no âmbito da operação do Armas, o armador que durante algum tempo fez a ligação semanal entre Funchal e Portimão, sempre com polémica, sempre com dificuldades e queixando-se, na altura, da cobrança excessiva de taxas por parte da Região.

Por isso, a revelação que o antigo vice presidente da Assembleia e do Governo Regionais, Miguel Sousa, fez no Facebook, foi surpreendente e confirmou as dúvidas à época. É verdade que muitos anos depois veio esta revelação nunca antes dita com esta clareza, por quem já teve a tutela governativa das Finanças e dos transportes, além de um percurso político conhecedor dos expedientes adotados. Miguel Sousa escreve que

"o estudo sobre o FERRY è patetice", sendo que num dos comentários da publicação, o antigo governante diz isto, com todas as letras: "Não ouviram os operadores internacionais. Falei com o Armas e sei bem como se viabiliza o negócio. E como a Conceição Estudante viciou a operação por ordem do AJJ".

Entretanto, o JPP divulgou o relatório final “Estudo Económico-Financeiro de uma Linha Regular de Transporte de Passageiros e Carga Rodada de Navio Ferry entre a Região Autónoma da Madeira e o Continente, FERRY”, concluído em junho de 2026, no âmbito do procedimento promovido pelo IMT.

"O estudo, que merecerá uma análise mais aprofundada, confirma a necessidade estratégica do FERRY e reconhece o elevado INTERESSE PÚBLICO da operação. Lança reservas à sustentabilidade económica, sem compensações financeiras, o que vem nos dar razão objetiva em colocar a tónica na gestão da DIPLOMACIA COMERCIAL entre Governos.

E neste caso, o Governo Regional da Madeira nada fez para estabelecer condições para essa abertura comercial.

O único armador entrevistado foi o GRUPO SOUSA, o que não garante, à partida, maior independência e isenção da análise.

O relatório também reconhece o FERRY como um instrumento de coesão territorial, de redução de assimetrias, reforço do sistema de transportes e diversificação modal", refere Élvio Sousa numa publicação no Facebook.


Confira o estudo:





 
 
 

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