Banca dá prazo: Tudo vendido até fim do ano
- Henrique Correia

- há 19 horas
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Um dos prédios já vendidos situa-se na Rua João de Deus e era propriedade de Jaime Ramos, que vendeu à Fundação onde era administrador, por meio milhão. Foi vendido agora por 270 mil.

O património edificado do PSD-M, gerido pelo Instituto Autonomia e Desenvolvimento, antes Fundação Social Democrata, deverá ser vendido até final deste ano, de acordo com um ultimato do Santander, que ficou com as dívidas deste organismo por passagem dos encargos do antigo BANIF. A dívida atual é de 6 milhões de euros, mas o produto da venda dos imóveis, incluindo a sede, avaliação na ordem dos 2 milhões, deverá garantir que a dívida fica saldada. Um acordo que a Fundação agradece.
O Diário publicou hoje a intenção da Fundação em alienar património para responder aos encargos entretanto assumidos com a Banca, soube-se depois que os prazos definidos por esta mesma Banca envolvem condições muito especiais, tão especiais que justificam esta decisão apressada de resolver o "buraco" deixado pela antiga administração executiva, composta por Jaime Ramos e Miguel Albuquerque, hoje presidente do Governo. À época, Jardim era o presidente, mas a estratégia negocial e respetivas assinaturas eram de Ramos e Albuquerque. Miguel Sousa também fazia parte dos órgãos, mas sem interferência direta nos negócios. Na altura da saída, Albuquerque em 2014 e Ramos em 2015, a dívida era de 10 milhões, o que se revelou astronómico para cumprir os compromissos a tempo e horas, para além de que a Região sofreu um aperto financeiro por via do plano de reestruturação a que esteve obrigada no âmbito da intervenção da "troika".
Jardim, Guilherme Silva, Paulo Fontes e Carlos Machado, entretanto falecido e substituído pelo advogado João Carlos Gomes, que era o responsável jurídico, passaram a gerir a Fundação, hoje Instituto. Uma pesada "herança" que parece chegar ao fim com este acordo com o Santander. Vai a sede e quase todas as representações nas freguesias. Já foram vendidos três prédios, um deles na Rua João de Deus e que era propriedade de Jaime Ramos, que vendeu à Fundação por meio milhão, que por sua vez arrendou dois espaços, mas a Fundação arrecadou agora, na sequência de avaliação, apenas 270 mil.
O Diário adianta que é intenção do PSD-M manter-se na sede da Rua dos Netos por futuro acordo de arrendamento com o novo proprietário.



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