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Bernardo Trindade defende plano B para o Aeroporto

  • henriquecorreia196
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura


Presidente da AHP pede compromisso global e revela que os "radares de vento instalados na Madeira não têm dado resultados satisfatórios". Aponta riscos e contabiliza prejuízos.




A inoperacionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, devido a condições meteorológicas, "é um problema estrutural com reflexos na Economia da Madeira", considerou o gestor hoteleiro madeirense Bernardo Trindade, também presidente da Associação que representa os hotéis de Portugal, na rubrica regular no Posto Emissor do Funchal.

O antigo secretário de Estado do Turismo não tem dúvidas quanto o impacto negativo no turismo e na mobilidade da população, dando os exemplos recentes, pouco antes da Páscoa, com dezenas de voos cancelados num curto espaço de tempo.

Bernardo Trindade revela que os radares de vento instalados na Madeira "não têm dado resultados satisfatórios", pelo que os constrangimentos permanecem. E aponta números no prejuízo de cada dia de operação interrompida: entre milhão e meio e dois milhões de euros, sendo que as perdas mensais podem alcançar os 30 milhões de euros mensais. Recorre a estudos para lembrar que nesse contexto de cancelamentos, se tivermos em conta que 20% dos passageiros não retomam viagem, a Madeira perde 34 milhões em PIB e 7 milhões/ano em receita fiscal.

O presidente da AHP recorda o crescimento turístico da Madeira pós COVID-19 "com recordes atrás de recordes", o que por si só exige, no contexto desta dinâmica, "um olhar comprometido de todos". Por isso, defende "a criação de um plano B", diz ser "absolutamente imperioso", face aos meios disponíveis de avaliação, sugerindo que esse plano B passe "pelo Porto Santo, mas com o Aeroporto renovado, com capacidade de acolhimento e condições de pernoita, incluindo refeições". E com uma intervenção do transporte marítimo".

Bernardo Trindade afirma que o risco para o futuro é "significativo", uma vez que "os sucessivos episódios de cancelamentos afetam a nossa reputação" e podem resultar em "quebras de procura, à desconfiança dos agentes e das companhias aéreas, que até estão a programar a Madeira, e bem".

"A nossa dependência do transporte aéreo torna este problema crítico, uma vez que qualquer interrupção afeta turistas, empresas, a cadeia logística e a mobilidade da população. A falta de operacionalidade do Aeroporto da Madeira constitui "um risco estratégico para a Economia e para a competitividade turística", acrescenta Bernardo Trindade, que dá uma espécie de benefício de dúvida ao secretário que tem a tutela, Eduardo Jesus, dizendo que "está ciente desta realidade", o que também pressupõe, dizemos nós, um ponto a favor da intervenção assertiva que a Madeira precisa fazer neste domínio. É preciso é fazer, como sugere este apontamento de Bernardo Trindade no PEF.


 
 
 

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