Carlos Rodrigues contra um Governo construtor de campos de golfe
- Henrique Correia

- há 1 hora
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Ex-deputado social democrata e vice da Câmara do Funchal defende que os novos campos devem ser construídos por privados. E recusa acusações de falta de visão: "De achismos pseudo-intelectuais estamos fartos".

É social democrata, vice presidente da Câmara do Funchal, antigo deputado. Intervém na vida política, na ação pública, sempre com um cunho de frontalidade que tanto se torna assertivo como incomoda, para dentro e para fora. Gosta de golfe, joga golfe e assume esse passatempo, di-lo como uma espécie de aviso prévio para o que escreveu sobre a construção de mais campos de golfe na Região. Gosta de golfe, não gosta que o Governo, do seu partido, se assuma construtor dessas infraestruturas.
Carlos Rodrigues, é dele que se fala, afirmou hoje, num escrito no Facebook, ser "absolutamente contra o facto do governo regional se constituir como construtor de campos de golfe". Diz compreender os investimentos do Porto Santo e do Santo da Serra, mas a partir daí, "não faz sentido e é economicamente irracional continuar esse percurso".
O ex-deputado entende que, "no máximo, a região deve criar as condições para que esses investimentos aconteçam e não fazê-los. Esse passo deve ser dado, única e exclusivamente, por privados com modelos de negócio devidamente construídos e projectados. Se não existirem interessados então é porque os investimentos não são viáveis e se não são viáveis para os privados, jamais serão para os contribuintes".
Para Carlos Rodrigues, é importante "que se criem as acessibilidades, que se construam as infra-estruturas de apoio, que se facilitem os processos administrativos, apenas isso. E não me venham com críticas de falta de visão, falta de visão têm aqueles que acham que sim só porque sim, sem demonstrarem cientificamente viabilidade e a racionalidade ou sequer o interesse público. De achismos pseudo-intelectuais estamos fartos".



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