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  • Henrique Correia

Como abrir as portas para o futuro?

Lojas fechadas e as que estão abertas têm falta de clientes. E o futuro do nosso comércio tradicional?






Não é tudo consequência da Covid-19, já antes tínhamos um Funchal de lojas fechadas, vinha de outra crise, de inércia do comércio tradicional face às grandes superfícies, com um "acordar" tarde para uma realidade nova, que quer serviço personalizado, mas também quer bom serviço, bom preço e boa apresentação, coisa que o pequeno comércio demorou tempo a ver.

Tem papel para oferta? Não temos, mas arranja-se qualquer coisa. Saiu um embrulho qualquer, com papel que tinha uns anitos e vida que via não ter sido nada fácil. Aconteceu-me. Saí esboçando uma reação do género "onde vive e em que tempo vive esta gente? Da próxima, vou ao Madeirashopping, não é publicidade, foi o primeiro que me veio à cabeça. Se calhar, pago menos, em tudo, e vem bem embrulhado, estaciono de borla, fica melhor para quem recebe. Não ajudo o comércio tradicional? Ajudo quando ele se ajudar a si próprio. Está melhor, mas ainda é preciso maior consciência.



Mas pela cidade, a pandemia agravou a sobrevivência dos pequenos negócios, várias lojas fecharam e estas imagens são apenas de algumas das muitas ruas do Funchal em que porta sim, porta não, um fechou. E há casos de dois seguidos. E os que se encontram abertos, ficam vazios a maior parte dos dias. Uma crise deveraa preocupante.

Como vamos resolver estas portas fechadas para o futuro? Lutar sempre, desistir nunca. Com apoios, claro. E com muita sorte.

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