Convite "envenenado" a Albuquerque: ou é contundente ou desperdiça...
- Henrique Correia

- há 20 horas
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Ex-deputado Carlos Rodrigues diz que o convite de Aguiar-Branco para que os presidentes dos Governos da Madeira e dos Açores discursem na Assembleia da República "é uma forma grosseira de “amestrar” os incómodos insulares".

O convite do presidente da República, Aguiar Branco, para que os líderes das Regiões Autónomas possam discursar no parlamento nacional, em 26 de junho, na sessão plenária que assinalará meio século das autonomias na democracia portuguesa, "não passa de um convite envenenado", escreveu o antigo deputado social democrata Carlos Rodrigues, hoje vice presidente da Câmara do Funchal, e nos últimos tempos muito crítico relativamente à forma como o PSD nacional e o Governo de Montenegro trataram a Madeira no contexto do Subsídio de Mobilidade Aérea, mas crítico, também, à reação da Madeira face a essa atitude de menorização das Autonomias.
Carlos Rodrigues considera, num escrito publicado no Facebook, que aquele convite "não é uma consideração especial, um sinal de reconhecimento. Trata-se, apenas, de uma medida táctica para fazer esquecer o comportamento aberrante mas recorrente dos deputados rectangulares". É, antes,
"uma forma grosseira de “amestrar” os incómodos insulares, de amansar os “selvagens” do Atlântico , os indígenas ultramarinos".
Para o ex-parlamentar social democrata "só não terá esse efeito se for usado para ser contundente, se for usado para dizer o que nunca foi dito naquele lugar, se for a voz da revolta de todos os que têm sido espezinhados pela sobranceria da classe mandante de Lisboa.A única forma de não se cair nessa armadilha, é subir aquela tribuna e calá-los com factos, números e evidências. Reduzi-los à sua insignificância parola".
Mas se o tom do discurso for politicamente correcto, diz Carlos Rodrigues, "teremos perdido a oportunidade de ouro de nos afirmarmos de uma vez por todas. Terá de ser o momento do derradeiro aviso...Esse terá de ser um momento único na história. Que não seja mais uma hora desperdiçada".



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