Diagnóstico de Jardim "arrasa" Governo e oposição

"A esgrimida subida do PIB regional e a repartição justa do respectivo Rendimento, não se repercutem positivamente, não impedem a extinção da Classe Média, nem asseguram os Investimentos".

Não é novidade para quem quer que seja que Jardim não perde uma oportunidade de criticar a governação, equilibrando com alguns (poucos) elogios, mas também incapaz de dar o "braço a torcer" com alguma medida da oposição. É Jardim no seu estilo de sempre, nem sempre certo, mem sempre errado
Um novo diagnóstico do antigo presidente do Executivo Regional coloca Governo e oposição no mesmo saco da mediocridade, sendo que relativamente à gestão de Miguel Albuquerque, ainda que nunca falando do nome, é particularmente incisivo quando escreve:
"A esgrimida subida do PIB regional e a repartição justa do respectivo Rendimento, não se repercutem positivamente, não impedem a extinção da Classe Média, nem asseguram os Investimentos Públicos que temos de fazer".
Para Jardim "a oposição local não é alternativa mínima. Medíocre, não é capaz de discutir a Questão de Fundo,qual o modelo de Desenvolvimento Integral. Entretem-nos com “coisinhas”, cada um deles a pensar na sobrevivência do respetivo “tacho”. E com o dinheiro que falta à Madeira, ainda propõem transferir mais dinheiro dos Contribuintes para as Autarquias, a ser gasto em mais festanças, “comes e bebes”, subsídios, etc".
Jardim quer um debateca sério, compreende-se que exclua neste contexto a questão do "ferry", não quer mexer no assunto por ter algumas "culpas no cartório" neste dossier, quer abordagem apenas do que diz interessar: "Há necessidade de um debate a sério - não o “ferry” ou o pombo-correio - sobre o futuro da Madeira e qual o modelo a adotarmos urgentemente, para podermos fazer o que por cá é prioritário, num mundo cada vez mais perigoso, de futuro imprevisível e numa Europa autotornada".
Em várias publicações na rede X, o antigo presidente do Governo dá números: "Temos o triplo de habitantes, por KM 2, dos Açores e do Continente. Dois terços do território da Madeira não são suscetíveis de fixação permanente sustentável de população (orografia). Porém,nos nossos à volta de 250.000 habitantes, cresceram os residentes…já estrangeiros, aumentando de 11.794 para 21.941 só nos últimos 3 anos! As leis pseudo-sociais contrariam os Deveres cívicos de Trabalhar e de Produzir, obrigam à
importação crescente de mão-de-obra,com as suas consequências na inflação, na habitação, na sobrecarga impossível dos Serviços Públicos, nas restrições ao uso do nosso próprio território,no caos da mobilidade interna, na depreciação da Qualidade de Vida, etc.



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