Discurso de maioria absoluta: não faço consensos com a oposição
- Henrique Correia

- há 2 dias
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Miguel Albuquerque subiu ao palco, no Porto Santo, escudado no acordo com o CDS para assumir uma posição de maioria absoluta que só tem com o apoio dos centristas. E com ele não precisa de consensos.


O líder do PSD Madeira foi ao Porto Santo passar uma mensagem que não faz consensos com a oposição. Não é uma declaração das mais democráticas e Albuquerque "escuda-se" na parceria com o CDS para ter a maioria absoluta que lhe dá este conforto de discurso. Sem o CDS-M, era outra conversa.
“Eu não faço consensos com a oposição, porque com eles a Madeira afundava” afirmou Albuquerque, assegurando que é com o PSD que a Região continuará a seguir em frente.
“Quero que fique bem claro que eu não faço consensos com a oposição e muito menos pactuo com os delírios e as mentiras que estes repetem e que não transformam a Madeira. Aliás, é por isso que há 50 anos estão na oposição, porque o povo não confia neles e porque com eles a governar a Madeira afundava” afirmou, esta noite, o Presidente do PSD/M na Festa de Verão do Porto Santo.
O líder social democrata madeirense deu foco ao Poder Local, uma vez mais con tónica partidária, como de resto propiciava a ocasião: "Onde a oposição é poder “é só conversa fiada”, nada fazem, não têm obra nem estratégia ou sequer capacidade de concretização.
“Com o PSD no Governo, a população sabe que nós lutamos pela nossa terra como ninguém, sabe que temos um rumo para a prosperidade, para o progresso e para o desenvolvimento da nossa Região e do nosso País e sabe que nunca atrairemos a sua confiança”, afirmou Miguel Albuquerque.
“Vamos continuara a lutar, precisamos de uma revisão da das Lei das Finanças Regionais e precisamos de uma revisão Constitucional o mais rapidamente possível”, reiterou, garantindo que o PSD/M continua a trabalhar e a cumprir todos os seus compromissos com os Madeirenses e Porto-Santenses e que os resultados comprovam esse mesmo trabalho, para desgosto da oposição, fazendo alusão a 61 meses de crescimento económico extraordinário, ao facto da Região ter, hoje, o maior produto interno bruto de sempre, sete pontos acima do continente, de ter o desemprego mais baixo da sua história e de ter a dívida mais baixa, muito mais baixa que a média da União Europeia e muito mais baixa do que o País, assim como os impostos mais baixos.
Referindo-se ao Porto Santo, disse que com esta Câmara o Governo “consegue dialogar”, que o trabalho em conjunto é para continuar e que todos os compromissos assumidos com a ilha serão cumpridos, destacando, entre outros, as primeiras 30 habitações já entregues, a segunda fase da Unidade de Saúde já em curso e o aumento do Campo de Golfe já adjudicado, entre muitos outros investimentos a cumprir.
Nuno Batista
Nuno Batista, o presidente da Câmara, garante que o Porto Santo tem o maior investimento per capita da sua história, num trabalho que é para continuar
A falta de voos no inverno e as condições que os porto-santenses têm para se deslocar daqui para a Madeira ou para o território continental não podem continuar assim”, disse, apelando a que esta seja uma luta conjunta.
Roberto Silva
“Foi este Partido e todos os que dele fazem parte que fizeram com que o Porto Santo evoluísse”, afirmou Roberto Silva, o presidente da Comissão Política do PSD Porto Santo.
“Muito foi feito, muito falta fazer. E é nesse muito que falta fazer que temos de nos concentrar”, apelou, lembrando que o Porto Santo e o PSD “continuam de mãos dadas, continuam a projetar o futuro e continuam a acreditar na sua população”.



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