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  • Foto do escritorHenrique Correia

E se Albuquerque precisar do Chega?



André Ventura quer fazer "limpeza" mas dentro do Governo que quer "limpar".



"A Madeira precisa de uma limpeza". Esta será a mensagem do Chega para as próximas eleições regionais, um anúncio feito pelo líder nacional André Ventura em entrevista ao Diário, onde também disse que se o PSD precisar do Chega para governar só com o Chega no Governo. Levantar e baixar o dedo na Assembleia, não. É mais do que isso porque se o Chega defende limpeza é porque entende que só estando dentro é que pode "limpar" o que pensa.

Perante estas declarações, provenientes do partido de protesto, que aparece bem colocado nas sondagens, nacionais e regionais, embora mais lá do que cá, cabe questionar o PSD Madeira sobre essa possibilidade. E se não chega a coligação com o CDS? E se for obrigado à entrada de uma terceira força política? Prefere a irreverência do JPP ou uma certa instabilidade do Chega? Ou será que a Iniciativa Liberal, que já disse, sem reservas, que não quer acordos com o PSD, pensa melhor mesmo em cima das negociações e aceita viabilizar? São tudo questões que se colocam num quadro político em que a coligação não consegue a maioria absoluta. E é preciso o PSD ir pensando nisso por ser um cenário possível. Não estará em causa a vitória da coligação, mas sim os números dessa vitória. E nesse contexto, analisando hoje, será mais fácil a viabilização de um Governo do PSD/CDS e outro do que propriamente se vislumbra capacidade à oposição para ir unida contra a coligação. Para isso, o PS teria que ser muito forte no resultado eleitoral, o que também não se vê como neste momento.

André Ventura pode realmente ter um peso muito particular. E mesmo sabendo os riscos de um eventual acordo, Miguel Albuquerque não fecha uma porta que pode ser a única possível no pós eleitoral e se não conseguir a maioria absoluta. O problema será dar um lugar no governo, mas nesse caso, ainda que seja cenário difícil de concretizar, essa entrada seria à custa do segundo secretário do CDS, que nessas circunstâncias veria a sua relevância muito reduzida no seio da coligação.

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