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Estado de promessas para a Autonomia...

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 21 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Mesmo quando pouco diz, o "senhor de Lisboa" sempre valeu pelo que diz...É histórico desta vida da Madeira Autónoma.



A Madeira ainda vive com resquícios do centralismo e com "respingos" de uma certo complexo de inferioridade num eterno esperar pelo senhor doutor que vinha de Lisboa anunciar uma qualquer boa nova para as ilhas. Ainda vivemos um pouco com o síndrome do passado relativamente a figuras de Estado, que por uma ou outras razões, marcavam deslocações à Madeira para anúncios grandes que, não raras vezes, não eram grandes anúncios.

A Autonomia política não resolveu a essência da nossa fragilidade de ilhéus, passando a vida a lembrar que não somos portugueses de segunda, mas a vida passando como se de segunda fossemos por muito que o discurso diga ao contrário. O aprofundamento dos poderes das Regiões, o contencioso das Autonomias, muito em moda no tempo de Alberto João Jardim, foram assuntos que alimentaram a dialética Região/República, mas sempre com contornos disformes naquilo que são os desejos regionais e aquilo que a República acha desses desejos. As Autonomias de "boca cheia" originaram palavras inflamadas, ameaças veladas e quase sempre soluções só serviam os madeirenses quando a República quis e como quis, independentemente do partido que estava no governo nacional. E o PSD, que na Madeira sempre foi poder, até tirou mais "dividendos" quando o PS era governo lá.

Se alguém pensava que desta vez ia ser diferente, enganou-se. Este nosso lado de esperança no "senhor" de Lisboa voltou a ser um pouco mais do mesmo, com uma comunicação adequada, por ser tudo PSD, para dar a ideia que Luís Montenegro trouxe alguma coisa de novo. Na verdade, não trouxe. E Miguel Albuquerque, que tantas vezes exige de Lisboa uma atitude de resposta aos assuntos pendentes, deu a entender que o líder ia trazer novidades, mas acabou por "tapar o sol com a peneira" agarrando-se ao facto de liderar uma proposta de revisão constitucional e a promessas vagas do presudente do PSD nacional e primeiro-ministro. De concreto, nada.

Luís Montenegro abordou os assuntos pendentes prioritários do Hospital, da Revisão da Lei de Finanças Regionais e do modelo de subsídio de mobilidade. Do Hospital, assume o que estava assumido: 50%. Agora com o PSD governo, era o que faltava não cumprir o que suscitou dúvidas e críticas quando o Governo era PS. Da lei de Finanças, o primeiro-ministro abre-se ao diálogo, prometeu reuniões, negociações sem se comprometer com prazos e com conteúdos; sobre a mobilidade, modelo que não serve aos madeirenses, mas que não vai mudar no essencial, nos próximos tempos, apenas haverá uma aceleração de uma plataforma digital para pedir o reembolso, evitando as filas nos CTT, mas com o mesmo figurino, estando por confirmar a rapidez prometida na recepção desse reembolso. Ou seja, o grande anúncio de Montenegro foi o de concretizar uma plataforma que deveria ter entrado em vigor em junho deste ano, mas sempre com o adiantamento total do custo da viagem. Talvez no meio da Festa, ninguém deu por isso, mas foi o que aconteceu. Mas curiosamente, até Miguel Albuquerque fez um vídeo a dizer que esse tinha sido um compromisso assumido pelo primeiro-ministro, tal como o Hospital. Foi como "espremer a laranja" e deitar pouco sumo.

Mesmo quando pouco diz, o "senhor de Lisboa" sempre valeu pelo que diz...É histórico desta vida da Madeira Autónoma.


 
 
 

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