Falhas protocolares no Fórum Madeira Global: ou Rodrigues falava ou não ia
- Henrique Correia

- 28 de jul. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de jul. de 2022
Presidente da Assembleia fora das intervenções quando é a principal figura da Autonomia. Estando presente, deve falar. Organização "ignora" estatuto de ministra da embaixadora da Austrália.

O Fórum Madeira Global, que hoje decorre no Centro de Congressos da Madeira, com a leitura das conclusões marcadas para esta tarde, registou algumas falhas protocolares na sessão de abertura, da responsabilidade da organização, que colocam em causa a relevância das entidades e a respetiva consequências em termos de uso da palavra, mas também na hierarquização relativa à distribuição dos cargos pelas cadeiras.
Este encontro visando a Diáspora e o debate dos respetivos problemas comete uma falha de protocolo quando o presidente da Assembleia Regional, sendo a principal figura da Autonomia presente, não usa da palavra e é ultrapassado pelas intervenções do presidente do Governo, pelo secretário de Estado das Comunidades e pelo diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa. José Manuel Rodrigues foi convidado sem direito a intervenção, mas neste caso, em respeito pela relevância autonómica do cargo que ocupa, ou usava da palavra ou não ia e fazia-se representar por uma figura de terceiro plano, uma secretária da mesa, como de resto já aconteceu em cerimónias anteriores, uma vez que se fosse representado por um dos vices, o problema protocolar mantinha-se.
Claro que fontes próximas garantem que José Manuel Rodrigues tem uma orientação de presença em todas as iniciativas em que a agenda permita, mesmo que não use da palavra. Acontece que, dizem as mesmas fontes, está em causa o cargo que ocupa e que, neste particular, deveria ter sido dignificado pelo próprio uma vez que não foi pela organização.
Outra falha tem a ver com a distribuição de lugares na primeira fila da plateia, sendo que neste particular a ordem está correta até a segunda posição, o presidente da Assembleia e o presidente do Governo. Depois, a terceira cadeira deveria ter sido ocupada pela embaixadora da Austrália, que estando de visita oficial ao País tem a equiparação de ministro, além de que sendo aquele país de emigração madeirense, fazia todo o sentido haver este cumprimento protocolar num acontecimento dedicado à Diáspora. A quarta cadeira seria para Paulo Cafôfo, secretário de Estado e a última o diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa.



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