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Filha de Paulo Martins diz que recordá-lo é a melhor Insígnia

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
há 2 horas
2 min de leitura


Joana Martins: :Acho importante refrescar a memória de quem se esquece de pessoas que tiveram um papel fundamental na construção da Autonomia".





Paulo Martins foi um parlamentar de excelência que fez parte da História da Autonomia no Parlamento da Madeira. Sempre foi oposição e nessa qualidade foi ganhando respeito pela assertividade no combate político. Foi sucessivamente eleito deputado desde 1976 até 2008. Até 2004, pela UDP e, depois, pelo Bloco de Esquerda. Cumpriu os últimos mandatos com períodos de suspensão para permitir a entrada, em rotatividade, de outros deputados pela mesma lista: Guida Vieira, a sua mulher, também figura de relevo na luta dos trabalhadores, o seu sucessor, Roberto Almada, e Violante Matos. Foi agraciado com o título de comendador da Ordem da Liberdade, em 2003, pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.

Hoje, num contexto em que a Região atribuiu insígnias pelos 50 anos da Autonomia, a filha, Joana Martins, recordou a figura do pai, faz 12 anos que partiu.

Joana Martins pretende "refrescar" memórias que empurram factos e fuguras da História para uma gaveta de quem assume como sua a "casa e a causa da Autonomia. No Facebook, escreveu que "tanto se fala nos 50 anos da Autonomia, em prémios, insígnias e afins, que acho importante refrescar a memória de quem se esquece de pessoas que tiveram um papel fundamental na construção da Autonomia da Região Autónoma da Madeira".

A filha do antigo político da UDP, lembra o 27 de Junho de 1976: o dia em que completou 23 anos, Paulo Martins foi eleito deputado nas primeiras eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira.

"Colaborou, juntamente com parlamentares de outras forças políticas, na elaboração do primeiro Estatuto Político-Administrativo da Madeira e do primeiro Regimento da Assembleia Legislativa.

A sua contribuição para a Autonomia não se limitou à defesa política da ideia autonómica; envolveu também a construção das próprias instituições autonómicas".

Joana Martins escreve que "o seu percurso parlamentar esteve particularmente ligado a questões sociais, destacando-se a intervenção no combate ao regime da colonia, na construção do direito à reforma das bordadeiras, na luta pela aplicação do salário mínimo na Região, no direito à habitação e na transparência das instituições autonómicas.

Para o meu pai, a Autonomia não era simplesmente uma questão de transferência de poderes para as instituições regionais. Estava muito associada à democratização, direitos sociais e participação popular. Sempre teve amigos de vários quadrantes políticos e sempre foi reconhecido pela sua integridade.

Há sempre quem se lembre. E há sempre quem faça lembrar, enquanto por cá andarmos. Essa é a melhor insígnia de todas".



 
 
 

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