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"Não se admite que sejam as condições socioeconómicas a ditar o futuro"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
há 2 minutos
2 min de leitura



O Representante da República para a Madeira fez um alerta "civil" de preocupação em dia de comemoração militar: para o preço dos quartos, o custo de vida em geral. Falou em "entraves no elevador social". A tropa pode ser uma boa solução.






O Representante da República para a Madeira foi à cerimónia dos 52 anos do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA), este sábado no Funchal, relevar o papel das FA na Região, sublinhando que estas têm cumprido, integralmente, os compromissos assumidos no desempenho das suas missões.

Mas entre elogios a essas missões e à cooperação existente com a Região, nos diferentes domínios de intervenção, Paulo Barreto deixou um alerta para reflexão relativamente ao que disse serem "entraves no elevador social", revelando que cerca de 3% dos jovens que entraram este ano nas universidades públicas "são de escalões sociais e económicos baixos".

O Representante muniu-se desse e de outros números ao apontar que "10% dos que ingressam no ensino superior público desistem no primeiro ano" e que 70% dos casos de retenção no ensino secundário "estão associados a questões socioeconómicas".

Paulo Barreto "toca na ferida" da governação, o custo de vida a subir, no geral, as rendas elevadas dos quartos. E no discurso, para militares e civis, entre estes altos governantes, não esteve com "meias medidas": "Meio século depois da Democracia, não se admite que sejam as condições socioeconómicas a ditar o futuro".

Mas onde o Representante queria chegar, além do alerta à governação, é apontar um caminho alternativo através das Forças Armadas, que em sua opinião "têm tido e continuam a ter uma função muito importante em garantir que jovens de classes sociais e económicas mais baixas possam subir no elevador social, ser o que quiserem. Seja a nível do ensino profissional, seja do ensino superior militar".

Falou nas necessidades das Forças Armadas nas áreas técnicas, designadamente em "engenharia, em informações e segurança militares, na ciberdefesa, nos aspectos militares do programa espacial da defesa nacional e na inovação e transformação nas Forças Armadas".

Na intervenção no Cais 8, marcando uma comemoração que ocorreu pela primeira vez na Madeira, Paulo Barreto não esqueceu os antigos combatentes amplificando "aquele que é seu desejo e absolutamente justo e merecido: um monumento em todos os concelhos da Madeira em memória dos Combatentes".



 
 
 

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