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Fontes "evita" chumbo dos sócios do Naval

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura


Anibal Rodrigues, sócio há 54 anos, faz reparo a António Fontes: "Não acha um atrevimento irresponsável, de desrespeito pela grande família navalista, avançar com um projecto desta natureza, numa altura em que está de saída"?



Imagem Aníbal Rodrigues.


O Clube Naval do Funchal está a viver um ambiente de grande tensão em vésperas de saída da atual direção liderada por António Fontes. Uma Assembleia Geral de Dezembro de 2025, na sede à Quinta Calaça, foi adiada para 9 de fevereiro deste ano devido a uma grande afluência de sócios. Agora, novo adiamento, para já sem nova data, pelo mesmo motivo, mas a referência é a sala Ursa Maior no Tecnopolo, uma sala muito mais ampla.

Muitos sócios associam este adiamento ao receio da direção relativamente ao ponto único em discussão e ao previsível chumbo do mesmo: deliberar sobre a celebração de um contrato de arrendamento entre o Clube Naval do Funchal e a sociedade comercial ONYU com objecto na concepção, instalação e funcionamento de um Centro de Cultura e de Ginásio Premium nos campos de Squash da Quinta Calaça, no valor estimado de 800.000,00 (oitocentos mil euros).

Arrendamento dos actuais campos de squash, sala multiusos e da sala do ginásio Viva Mais da Quinta Calaça à Onyu para a concepção, construção e gestão de um Ginásio

Premium de elevada qualidade, multifuncional e dotado de inovações tecnológicas e logísticas que permitam o funcionamento de uma sala de reuniões munida de um

ecrã gigante para a projecção da história sociocultural e desportiva do Clube Naval do Funchal e dos seus associados. Numa segunda fase, remodelação dos actuais balneários, banho turco e sauna.

A utilização – uso e fruição - seria exclusiva dos sócios do Clube Naval do Funchal. O prazo de concessão é de 15 anos, renovável por períodos sucessivos de 10 anos, salvo oposição à renovação por qualquer das partes.

O Investimento global está estimado entre 600.000€ e 800.000,00€, integralmente suportado pela ONYU, sem qualquer encargo financeiro para o CNF, distribuído da seguinte forma:

- 300.000€ a 500.000,00€ nas obras de concepção, construção, reabilitação e renovação dos campos de squash, sala multiusos e sala em que se encontra instalado

o Ginásio Viva Mais. Estas benfeitorias incorporam-se no património do CNF. Estão sujeitas a fiscalização e validação do orçamento por parte do CNF.

- 300.000,00€ na aquisição de equipamentos desportivos de

ginásio de altíssima qualidade, cadeiras, ecrã gigante e projector. A renda é de 4.000,00€ por mês, acrescido de IVA à taxa legal.

Período de carência: até a abertura do ginásio e após a abertura até à recuperação do montante do investimento Onyu nas benfeitorias não amovíveis (obras de concepção, construção, reabilitação e renovação), devidamente comprovado (por exemplo, de 6 anos e 3 meses para o investimento de 300.000€ e 10 anos e 5 meses para um investimento de 500.000.00€.

Um dos sócios, Anibal Rodrigues, antigo colaborador dos jornais diários da Região e presença ativa nas redes sociais, fez uma publicação explicando a motivação dos associados relativamente a esta proposta, deixando um "reparo" a António Fontes e à direção: "Não acha um atrevimento irresponsável, de desrespeito pela grande família navalista, avançar com um projecto desta natureza, numa altura em que está de saída, deixando aos seus sucessores esta indesejada "batata quente nas mãos" ?

Com o peso de 54 anos de sócio, Aníbal Rodrigues explica este adiamento: "Assustada", ou talvez não, com a afluência de largas centenas de sócios, pronta para chumbar a atrevida proposta de uma direção que está de saída ainda antes do Verão deste ano, a Mesa da Assembleia Geral fez saber que a sala não reunia as condições físicas ideais (não parecia ser esse o caso) para receber tamanha quantidade de associados, anunciando que a mesma ficava sem efeito e seria "agendada para data oportuna."

Recorde-se que esta direção de António Fontes tem sido muito contestada e deixa, para o novo corpo diretivo do Naval, um desafio de monta como é a concessão ganha da Marina do Funchal.

 
 
 

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