Funchal: aumento de 60% dos cargos de direcção e recorde de 98 chefias
- Henrique Correia

- 18 de out. de 2022
- 2 min de leitura
Miguel Gouveia denuncia explicando voto contra o Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e acusa o Funchal Sempre à Frente por "pautar o seu exercício de gestão com uma evidente falta de ética".

Foi no meio de um esclarecimento sobre o sentido de voto, contra, da Confiança, na última reunião de Câmara a propósito da proposta de Plano de Gestão de Riscos de Corrupção apresentado pelo PSD, voto que motivou estranheza de Pedro Calado, que Miguel Silva Gouveia denunciou que "a alteração mais visível neste plano é o aumento de 60% dos cargos de direcção para um recorde de 98 chefias, afastando dirigentes em funções com provas dadas e competência reconhecida para nomear outros com vincada orientação partidária, no que se considera ser uma inadmissível partidarização da orgânica municipal. Ainda a realidade contrasta com a honestidade e a imparcialidade advogada pelo documento, através de um gritante enviesamento dos deveres da imparcialidade refletidos nas contratações de bens e serviços do município, nas quais apenas 28% foram implementadas recorrendo a concursos públicos".
A Confiança afirma não poder acompanhar com o voto favorável a este plano que prevê “serem adotados comportamentos norteados pela boa-fé, integridade, honestidade e imparcialidade, promovendo-se uma conduta orientadora da sua ação, na forma de relacionamento interna e externa”, quando o mesmo é um documento feito que apenas para cumprir um requisito legal e não espelha, de todo, a prática em vigor no executivo".
Miguel Gouveia prossegue na sua explicação:
"Reflexo da imparcialidade que o documento advoga, mas não pratica, pode ser evidenciado em todas as páginas, contendo o nome da coligação “Funchal Sempre à Frente” que, antes da expulsão do CDS, governava o Funchal, bem como a obrigatoriedade de todos os rodapés dos correios electrónicos institucionais apresentarem o referido slogan de campanha, quando o executivo que deveria dar o exemplo a toda a organização, tendo a equipa do Funchal Sempre à Frente pautado o seu exercício de gestão com uma evidente falta de ética, utilizando recursos municipais numa atitude propagandística interna e externa, com um perpetuar da campanha".
Por estes factos, a Confiança "não expressa confiança no Plano de Prevenção de Riscos proposto pelo PSD, votando contra o mesmo".



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