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Passos e Montenegro: o choque da falta de competência

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 42 minutos
  • 2 min de leitura


Alberto João Jardim diz que "a gente da “geração rasca” percebeu, e bem, que o Poder passava por tomar o PSD por dentro e mantê-lo a qualquer preço".



Alberto João Jardim nunca "morreu de amores" por Pedro Passos Coelho, ao contrário de Miguel Albuquerque que sempre foi próximo da linha de pensamento do primeiro-ministro que, para muitos portugueses, foi de má memória face aos cortes de dois subsídios e a prometidas devoluções, entretanto não concretizadas.

Além desse "feito" que o povo não esquece, para Jardim foi um líder que também quis vê-lo pelas costas quando Albuquerque se posicionou para a transição de liderança no PSD-Madeira. Fica, assim, este "conflito de interesses" para interpretar Jardim sempre que fala de Passos Coelho e do PSD-M "renovação" de Miguel Albuquerque.

De regresso de uma viagem de férias e depois de apresentar o seu livro "Independência?", onde teve o abraço de Albuquerque, mas o elogio também, Jardim escreveu, na rede X, que "Passos Coelho, alguém vindo de África e que nunca perdoou, mudou o ADN do PSD, de Social-Democrata,

personalista e descentralizador, para conservador, economicista e centralizador. O seu fiel líder parlamentar foi Montenegro que manteve a linha geracional de Passos Coelho que, na JSD, já então era contra uma revisão da Constituição “a caminho do socialismo”, TRAÍNDO o Pensamento de Sá Carneiro.

Porquê, a mando de quem ou do quê?!…Agora, caricato, “les deux beaux esprits”…chocam-se quando a competência de ambos nunca se afirmou famosa. Mas a gente da “geração rasca” percebeu, e bem, que o Poder passava por tomar o PSD por dentro e mantê-lo a qualquer preço. A “democracia dos interesses” ganhou à Democracia de Causas".

Este choque Passos/Montenegro, a que Jardim se refere, tem a ver com declarações do antigo primeiro-ministro, muito ativo ultimamente, mas agora agravando o tom que muitos dizem direcionado para Montenegro, o seu antigo líder parlamentar. O antigo líder do PSD criticou os políticos que, para tentarem agradar a todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a "prostitutos sem caráter".

Montenegro Já respondeu e avisa que é "um corredor de fundo", e "não gasta a energia toda nos primeiros 100 metros".

 
 
 

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