Funchal e empresários juntos na aplicação de verbas da taxa turística
- Henrique Correia

- há 4 horas
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Esta estratégia é defendida pelo madeirense Bernardo Trindade, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, que espera sensibilidade da Câmara do Funchal para esse efeito.

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), o madeirense Bernardo Trindade, levantou uma questão pertinente relativamente à forma como os destinos turísticos se posicionam, referindo que esses destinos, antes de terem uma estratégia para os turistas, devem ter uma estratégia para os residentes. "Os territórios, antes de serem visitados pelos turistas, têm de ser vividos pelos residentes, podendo a partir daí desenvolver uma boa relação entre ambos".
Numa rubrica emitida à segunda-feira, no Posto Emissor do Funchal, Bernardo Trindade entende que é importante reduzir a tensão entre quem visita e quem reside, apontando a aplicação das verbas resultantes das taxas turísticas como uma forma de poder vir a mitigar o problema. Um dos exemplos, que o autor deste espaço radiofónico deu no Congresso da AHP, recentemente no Porto, foi a higiene urbana, "onde é reconhecida a pegada que o turista deixa na produção de lixo. Se o equipamento de higiene e varredura for adquirido pelas verbas das taxas turísticas, com um selo de referência a essa forma de aquisição, o residente poderá empatizar com o turista e ver que faz parte da solução".
Bernardo Trindade diz que esta reslidade serve para qualquer cidade, também para o Funchal. E a este propósito, tal como já tinha referido há dois anos, aquando do congresso no Funchal, espera que o novo elenco governativo autárquico "seja sensível a esta mensagem, aceitando que os empresários possam participar na definição das finalidades a dar à taxa turística. Isso já acontece em Lisboa e queremos replicar em todo o País. E quem melhor do que os hoteleiros, que interagem com os seus clientes diariamente, para saberem que necessidades continuam por suprir?"



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