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Jardim diz que há propaganda político-pessoal no Turismo

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura


Antigo presidente do Governo contesta "descontrolo no “alojamento local” restrições inaceitáveis sobre o Povo Madeirense".




"O Parque Florestal do Fanal está a receber uma nova vedação que permitirá delimitar a área de visitação e implementar um sistema organizado de entradas e saídas, reforçando a gestão sustentável de um dos espaços naturais mais emblemáticos da Madeira". Foi assim que o Governo apresentou a obra de cerca de 1,2 quilómetros de vedação, uma intervenção do Instituto de Florestas, da tutela do Turismo e Ambiente.

Claro que haverá sempre críticas relativamente a qualquer decisão ou até a uma eventual não decisão, que é sempre pior do que uma má decisão. Mas a realidade é que o Governo tem vindo a reagir em vez de agir, e podemos ter, não muito distante no tempo, um contexto prejudicial ao futuro do Turismo. Era tudo a monte, não temos turismo a mais, diz o secretário da tutela, mas neste momento existem turistas que não conseguem reservar trilhos e vão embora sem o conseguir. São filas intermináveis, estacionamentos desregrados, um cenário de saturação que as entidades procuram pôr termo, esperemos a tempo para não "matar" um setor importante para a Região.

Quem já reagiu foi o antigo presidente do Governo Regional, que recentemente foi elogiado por Miguel Albuquerque na apresentação do livro "Independência?", que por sinal é apresentado esta sexta-feira em Lisboa.

Mas vamos à reação de Alberto João Jardim, que diz haver uma "propaganda político pessoal" no Turismo/Ambiente, o que corresponde ao pensamento, mesmo dentro do Governo e do PSD, de que Eduardo Jesus tem uma "agenda própria", dizendo com alguma ironia "Dia sem notícia de Eduardo Jesus não é Dia".

Jardim escreve que "ninguém contesta a defesa do Património Natural da Madeira (…mas com “arame farpado?!!!…). O que se reprova são as desastradas políticas no turismo (?!…), erradamente misturadas com “propaganda político-pessoal” e com a tutela do Ambiente, as quais aumentaram as cargas humanas sobre a mesma Natureza, sem que fossem estabelecidas mais alternativas possíveis de calcorreio da Madeira e diferenciados horários de uso.

Tudo aliado ao descontrolo no “alojamento local” e a restrições inaceitáveis sobre o Povo Madeirense que sempre soube respeitar a Sua Natureza. Entretanto, cresce a invasão de carqueja e de giesta".

Para Jardim, "estamos a levar com um excesso de população ainda maior, devido ao atual “turismo de massas”. Pelo que estamos na necessidade de importação de mão-de-obra barata".

 
 
 

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