Jardim "esqueceu-se" que Albuquerque teve uma maioria absoluta
- Henrique Correia

- há 4 horas
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Lapso do antigo presidente do Governo quando disse que nunca os Governos posteriores, integrados pela criatura (Eduardo Jesus), o conseguiram" (maioria absoluta)


O antigo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, cometeu um equívoco de memória nesta troca de "mimos" com o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, depois deste ter lembrado, de forma particular, o "fatídico" Plano de Ajustamento Económico e Financeiro a que a Região foi sujeita, com Jardim e em 2012, como sendo prejuízo do percurso autonómico.
Ao responder, Jardim disse que Eduardo Jesus "esqueceu-se de dizer o resto. Que se tratou de um GOLPE para abater o Governo Regional de então, falhado, porque tivemos uma Maioria Absoluta que nunca os Governos posteriores, integrados pela criatura, o conseguiram".
Esta alusão de Jardim ao facto de nunca ter havido maioria absoluta nos governos posteriores à sua governação, não corresponde à realidade, uma vez que o primeiro governo de Miguel Albuquerque, em 2015, foi formado com base numa maioria absoluta parlamentar de 24 deputados contra 23 da oposição. Foi caso único, depois disso, foi tudo relativo. Curioso o facto de o CDS ter eleito 7 deputados, que pesaram menos do que aquilo que veio a acontecer depois com menos eleitos mas mais peso político.
O XII Governo Regional integrou Eduardo Jesus, no Turismo, foi um Governo cheio de remodelações. A primeira substituição governamental foi a do secretário da Saúde Manuel Brito, substituído por João Faria Nunes, a 5 de agosto de 2015, depois de virem a público notícias sobre a participação de Brito enquanto acionista em duas clínicas privadas. A 29 de dezembro de 2016, Faria Nunes foi substituído por Pedro Ramos.
En julho de 2017, antes das autárquicas de 1 de outubro, Rubina Leal saiu da Secretaria da Inclusão e Assuntos Sociais para concentrar-se na sua campanha à Câmara do Funchal. Foi substituída a 27 de julho por Rita Andrade.
Após as autárquicas, em que o PSD-Madeira teve o pior resultado de sempre, houve outra remodelação no governo. A 21 de outubro, saíram os secretários Sérgio Marques (Assuntos Parlamentares e Europeus), Rui Gonçalves (Finanças e Administração Pública) e Eduardo Jesus (Economia, Turismo e Cultura) e entram Pedro Calado (Vice-presidência), Paula Cabaço (Turismo e Cultura) e Amílcar Gonçalves (Equipamentos e Infraestruturas).



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