Jardim não comemorava abril mas agora até canta Grândola (quase) na perfeição
- Henrique Correia

- 26 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Para a posteridade, fica o registo. Para Jardim, fica a letra que talvez um melhor ensaio traga a cantoria certinha para 2026

A Madeira oficial não comemorava o 25 de abril no tempo de Alberto João Jardim. A Assembleia Regional ficava em silêncio e "adiava" para o 25 de novembro aquilo que considerava ser uma comemoração da verdadeira liberdade. O 25 de Novembro de 1975 foi uma movimentação militar, liderada pelo general Eanes, cujo resultado conduziu ao fim do Processo Revolucionário em Curso (PREC) e a um processo de estabilização da democracia representativa em Portugal. Para Jardim fazia mais sentido comemorar o 25 de novembro.
Foi esse expediente da Autonomia jardinista que fez com que o registo de Jardim não fizesse passar pela cabeça de ninguém que, um dia, pudesse subir a um palco (subiu a muitos mas só para cantar quem é que não é, quem é que não acha...) para cantar uma das senhas de abril, o Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso. Pois bem, esse dia chegou, Jardim foi convidado da iniciativa "Vivacidade", da Câmara do Funchal, na Rua da Carreira, para falar de abril de 74, mas também para cantar Grândola (quase) na perfeição. Um momento "épico", que não sendo porventura uma reconciliação com abril, poderá ser um "reparo", menos partidário, desse momento da História.
Para a posteridade, fica o registo. Para Jardim, fica a letra que talvez um melhor ensaio traga a cantoria certinha para 2026.
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade



Comentários