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  • Henrique Correia

José Manuel Rodrigues apela ao CDS e PSD: "muito juízo" e façam como na Madeira



Presidente do CDS Madeira defende uma espécie de AD, com outros partidos de direita, portanto não excluindo o Chega, para fazer a aliança da Madeira. Rui Barreto diz que o foco é o Governo e vai desligar do CDS nacional que diz ser uma "feira de vaidades"



José Manuel Rodrigues aponta sucesso da coligação na Madeira para incentivar uma espécie de AD no País, uma forma de salvar o CDS.


O CDS nacional é uma "feira de vaidades", está em "queda livre", "não é um partido apelativo para votar" e não pode estar em guerras permanentes. "Aquilo que as pessoas esperam dos partidos é que sejam um instrumento ao serviço da política e das pessoas e não que andem em guerrilha permanente, que destrói, corrói, delapida património", o partido "está no sentido errado".

Todas estas considerações sobre a crise do partido, que já levou à debandada de militantes que se desfiliaram, foram feitas pelo presidente do CDS Madeira, José Manuel Rodrigues, e pelo líder regional Rui Barreto, à RTP-M, ambos integrando a governação regional fruto da negociação com o PSD-Madeira, o primeiro na liderança do principal órgão da Autonomia, a Assembleia Regional, o segundo secretário regional da Economia.

Mas a surpresa das declarações veio de José Manuel Rodrigues, sem dúvida a figura que se destaca no plano da coligação, aquele que conseguiu o que podemos considerar a "melhor negociação", o Parlamento e ainda por cima com intervenção permanente na vida pública.

José Manuel Rodrigues, desde a Madeira, faz um apelo ao universo do partido: "Faço um apelo ao bom senso e à razão para que as pessoas que se têm degladiado, venham a unir-se à volta de uma solução que em conjunto com o PSD e outras forças de direita, possam constituir uma alternativa do centro/direita para o País. Penso que o exemplo da Madeira deveria ser visto tanto pelo CDS como pelo PSD, para levarem em consideração e finalmente terem muito juízo e bom senso para encontrarem a alternativa que o País precisa".

Esta proposta de José Manuel Rodrigues faz sentido, uma vez que também na Região, esta coligação serviu ao PSD-M, nas salvou o CDS, cujos resultados iriam remeter a estrutura regional para patamares muito baixos.

Mas a solução do presidente do CDS, a acontecer, não seria experimentada pela primeira vez. Está bem presente, apesar de distante no tempo, a primeira Aliança Democrática (AD) que em 1979 juntou o PSD de Sá Carneiro, o CDS de Freitas do Amaral e o PPM de Gonçalo Ribeiro Teles. Mais tarde, registaram-se uma tentativa, com os líderes Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas, em 1990, e mais recentemente um acordo entre Durão Barroso e Paulo Portas então com o PP.

Quanto a Rui Barreto, colocado pelo jornalista da RTP-M sobre o futuro, promete focar-se na governação regional e desligar-se do partido a nível nacional.



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