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Madeira tem 15 mil inscritos para o projeto "Nómadas Digitais"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 12 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Rui Barreto: "Este projeto envolve pessoas de mais de 120 países, tendo já atraído mais de seis mil pessoas, altamente qualificadas, que ficam entre três e seis meses na Região".





O secretário regional da Economia esteve na Feira Internacional de Lisboa para abordar “a perspetiva da economia e das empresas”, no âmbito da “Portugal Smart Cities”. E foi ali que revelou alguns números relativos ao "projeto de sucesso" dos nómadas digitais: neste momento, há uma lista com 15 mil inscritos, dos quais, cerca de 1.500 dos Estados Unidos. Barreto diz que "para haver “Smart Cities”, são necessárias “Smart Decisions”.

Foi este exemplo dos "nómadas" que o secretário regional apontou como tendo surgido aos “num momento de particular adversidade: nós estávamos em plena pandemia”, tendo permitido criar a primeira “vila nómada digital na Europa e que acabou por ser um sucesso”, rematou.

Em seu entender, “o projeto foi um sucesso porque foi bem desenhado do ponto de vista estratégico, foi bem feito porque identificámos as pessoas certas que conhecem a comunidade dos nómadas e porque no plano estratégico nós juntámos aquilo que é fundamental para que os nómadas venham, que é ter as condições e as infraestruturas tecnológicas para eles poderem lá estar, como é a cobertura 5G, com rapidez na internet e no acesso de dados, mas também um espaço de ‘cowork’ e acolhimento”, refere um texto do gabinete de comunicação do governante.

Além de colocar o nome da Madeira no mundo digital e do trabalho remoto, este projeto "envolve pessoas de mais de 120 países, tendo já atraído mais de seis mil pessoas, altamente qualificadas, que ficam entre três e seis meses na Região, havendo uma lista, neste momento, com 15 mil inscritos, dos quais, cerca de 1.500 dos Estados Unidos".

Outro dos aspetos focados por Rui Barreto foi "a aposta na área tecnológica, a qual tem vindo a ser implementada de uma forma transversal, abrangendo a educação, mas também na área da saúde, apontando o exemplo da incubadora de desenvolvimento de software que nascerá com o novo hospital, com parcerias com 56 universidades à escala mundial e outros 46 centros de investigação e de competência".

Esta é, em seu entender, uma oportunidade para a Madeira que, sendo uma ilha, insular e ultraperiférica, e ao contrário das agruras que teve de enfrentar durante muitos anos devido à descontinuidade territorial, poderá superar essas limitações com a tecnologia e as comunicações de dados de alto rendimento.



 
 
 

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