Marcelo não fez com Montenegro o que fez com Costa
- Henrique Correia

- há 31 minutos
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Antigo Ministro socialista Augusto Santos Silva traz a debate uma dualidade de critérios do Presidente da República relativamente à assumpção de pastas por parte de António Costa e Luís Montenegro.

O Presidente da República deu posse aos três secretários de Estado do Ministério da Administração Interna, renomeados para as respetivas funções na sequência da exoneração da anterior Ministra da pasta, Maria Lúcia Amaral.
O facto deixou algumas dúvidas ao antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que na sua página do Facebook, estranha que não tivesse ocorrido a posse do novo titular da pasta, o primeiro-ministro, ainda que afirme ser de forma temporária.
Santos Silva faz comparações com situações idênticas e deixa implícita uma dualidade de critérios do Presidente da República, interpretando, de forma irónic, a atual decisão de Marcelo Rebelo de Sousa considerando-a uma "evolução".
O antigo ministro do PS lembra que
"ao contrário do que aconteceu em 2022, quando o então MNE (eu próprio) foi exonerado para se poder candidatar a PAR, o Presidente entendeu indispensável empossar formalmente o primeiro-ministro António Costa nas funções de MNE por um dia exato. (Sempre diligente, o então meio oficioso da Presidência, vulgarmente chamado 'Expresso', explicou o sentido e o alcance transcendental dessa decisão de Marcelo Rebelo de Sousa, que assim mostrava quem detinha a última palavra)".
Augusto Santos Silva reage: "Folgo com esta evolução, que não atribuo a qualquer dualidade de critérios consoante a cor política do Governo, mas sim à capacidade humana de aprender ao longo da vida. Essa capacidade é o que melhor nos distingue dos restantes seres vivos; ao contrário destes, fazemos muitas vezes coisas ridículas e, aprendendo com elas, evitamos repeti-las".




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