Miguel Sousa denuncia "golpada" no Funchal; o que diz Albuquerque?
- Henrique Correia

- 30 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Miguel Sousa sobre José Luís Nunes: com a sua coragem e desprendimento pelo tacho que lhe propuseram, impediu uma das maiores golpadas da nossa jovem democracia.

O antigo vice presidente do Governo Regional e antigo vice presidente da Assembleia Regional, Miguel Sousa, fez hoje uma denúncia pública grave relativamente aos contornos do processo que conduziu à desistência de José Luís Nunes de candidato da coligação PSD/CDS à Câmara do Funchal, depois de várias situações ocorridas com a divulgação de nomes nos dois jornais diários, dando a entender que "forças ocultas", internas, decidiram pelo médico e publicaram pelo médico. Que naturalmente considerou não estarem reunidas condição para prosseguir com a sua candidatura no pressuposto de um "faz de conta", para o qual não estava disponível, mesmo sabendo as influência que a política tem e o pouco que mandam alguns líderes.
Miguel Sousa escreve, no final do seu habitual artigo no Diário, e fá-lo com conhecimento do que se passou. O que descreve tem uma gravidade e sobretudo é demasiado comprometer para ficar por aqui sem uma explicação do PSD-M e do seu líder Miguel Albuquerque, que segundo Miguel Sousa, está fora da tentativa de "golpada" que houve na candidatura ao Funchal e, juntamente com José Luís Nunes, evitou que se concretizasse algo mais grave. Uma espécie de "golpe interno" à revelia do presidente do partido? O presidente perdeu "mão" no processo? Foi enganado? Como fica a credibilidade do partido com estas refeições de Miguel Sousa?
Vejamos, pois, o que escreveu o antigo governante, normalmente bem informado:
"Com a sua coragem e desprendimento pelo tacho que lhe propuseram, impediu uma das maiores golpadas da nossa jovem democracia. Com repercussões infinitas no Funchal. O que estava a ser preparado não era sério. Valeu a honestidade intelectual e o carácter do dr. José Luís Nunes e a sagacidade inquebrável de Miguel Albuquerque. Aos dois, em nome da cidade, o meu obrigado. E vou votar neste presidente da Assembleia Municipal. Como no da Câmara.
Que sirva de lição ao PSD".
Recorde-se que "fontes" ligadas partido avançaram na altura com um papel interventivo de Pedro Calado na escolha dos nomes, uma espécie de "Governo meio sombra", o que terá desagradado ao médico candidato, que sabia da possibilidade de ter interferência, mas provavelmente não tanta.
E a situação foi de tal ordem que outro médico, Pedro Nunes, filho de José Luís Nunes, publicou na altura um artigo no JM, sobre o qual aqui demos conta, onde no seu estilo habitual deixa verdades com ironia e muitas mensagens subliminares. Uma delas foi esta, que neste contexto recordadamos como complemento do artigo:
"O meu conselho é só um: “Agora não digas mais nada. Quanto mais falares, pior. Sai mudo. Fica Calado”.
Ps do PS, aos que se perguntam se será um problema de saúde, eu ajudo. Podem ficar tranquilos. A dele, tanto quanto sei, está óptima. E a dos que lhe confiam a sua, também podem respirar fundo. Ele continuará, com a motivação de sempre, a tratar da canalha. Só que na Praça do Carmo. Não na CMF!"



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