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Muita gente entrou no PSD-M por achar que era uma maneira de subir na vida

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


Antigo presidente do Governo diz, relativamente ao partido a nível nacional, que "este não é o meu PSD", comparando Luís Montenegro a Passos Coelho: "São aves da mesma plumagem".




Foto PÚBLICO


Alberto João Jardim saiu da Política, mas a Política não saiu dele. Filho único, com os efeitos práticos que isso encerra, teve uma liderança "musculada", tantas vezes pisando o risco, mas teve o mérito da comunicação com a República, mesmo que esta nem sempre tenha ocorrido de feição. Foi Jardim igual a si próprio, do contencioso das Autonomias, da dívida astronómica, que afinal não está hoje tão mais baixa como se esperava para quem pretendia inverter a imagem "caloteira" da Região jardinista, este um conceito que muitos seguidistas perfilaram tão depressa quanto renegaram em nome de (des)interesses.

Mas Jardim é Jardim, e passados estes anos, ainda consegue reunir protagonismo na comunicação social nacional. Hoje, no Público, jornal de referência, o antigo presidente do Governo diz, claramente, que "este não é o meu PSD, o meu PSD é o de Sá Carneiro". Compara Passos Coelho a Luís Montenegro, "são aves da mesma plumagem". "Passos Coelho mudou o ADN do PSD", acusa.

Defende uma solução Bloco Central, entre PSD e PS, e de Ventura considera que não se combate com linguagem de funcionário público. E diz não ter dúvidas: se eu fosse líder do PSD, o que o gajo já não tinha ouvido. Quem conhece Jardim, sabe disso. Também Jardim sabe que se dissesse, ia ouvir de Ventura ao estilo Ventura, o líder do CHEGA.

Jardim quer mudanças no PSD nacional, mas tem 83 anos e como um dia disse a Rui Rio, um ex-lider social democrata, não esperem que seja alguém de 80 anos a promover as mudanças, embora diga que se sente com 40 anos, vai nadar de manhã, anda a pé, faz trabalho intelectual à tarde e diverte-se à noite. Mas sente desmotivação daqueles que defendem um PSD tradicional.

De Montenegro, só vê futuro se mudar de política, de estratégia, se mandar o Passos Coelho "dar uma volta ao bilhar grande" e mudar de estilo, situação que não se revela fácil.

Sobre o PSD Madeira, faz revelações importantes, desde logo as consequências de um grande crescimento depois de dez maiorias absolutas. "Muita gente entrou, não por convicção, mas porque pensava que era maneira de subir na vida. Diz que embirrava quando diziam que o PSD-M estava a crescer, considera que os partidos não têm de ser grandes, mas sim eficientes. E sempre escolheu gente mesmo fora do PSD, sendo inclusive alvo de críticas, internas, de que os governos eram do Jardim. Tentou unir o partido, mas quando não conseguiu saiu, apareceram os renovadinhos".

 
 
 

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