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Sala de Concertos vai para "conserto"...

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura


Obra do Governo será "profundamente repensada". O prazo passa para 2030. O custo passa para a frente.





A 20 de janeiro de 2024, o Diário publicava uma notícia sobre a visita de Miguel Albuquerque, o presidente do Governo, ao espaço onde iria ser construída a Sala de Concertos da Madeira. "É uma necessidade da Cultura regional", afirmou Miguel Albuquerque na altura.

"Este empreendimento que está, actualmente, na primeira fase, com início de construção previsto para o início do próximo ano, será a residência da Orquestra Clássica da Madeira e contará ainda com diversa programação cultural de qualidade. Compreenderá duas salas de espectáculo, uma com cerca de 600 lugares e outra com 200 lugares", sublinhava a mesma informação do matutino.

Referia, ainda, que "a Sala de Concertos da Madeira está a ser concebida para ser um edifício catalisador de eventos culturais, com condições acústicas e cénicas adequadas à realização de espectáculos musicais de elevada qualidade e também à formação artística, ao ensaio e ao aperfeiçoamento de artistas e agrupamentos no domínio musical".

Hoje, 30 de junho, o mesmo jornal avança que a obra da Sala de Concertos está parada e o projeto será repensado por estarem em causa os espaços e as condições acústicas, ou seja uma falha de programação e de avaliação técnica e artística, como se sabe componentes importantes num espaço desta natureza. Para o Governo, é parar para rever, obviamente com custos associados e ainda por apurar verdadeiramente. Para a Orquestra, é um adiamento da planificação de futuro. Para o contribuinte, é mais uma obra mal elaborada e bem paga. 

Explica o Diário que a secretaria de Pedro Rodrigues prepara uma "alteração profunda", remete para estudos, talvez de resultado tardio, que sustentam esta mudança. Uma sala maior, um projeto repensado para aquilo que o Governo pretende num espaço de nível internacional.

Entretanto, Luís Filipe Santos, o veredor independente, eleito pelo Chega, reagiu lembrando que "a ideia sempre foi absurda. Escolheu-se um local repleto de condicionantes, avançou-se com um projeto sem acautelar questões fundamentais e, anos depois, a justificação é a necessidade de corrigir a acústica. É difícil não reparar que, quando o dinheiro escasseia, surgem sempre novas explicações técnicas. O problema nunca foi apenas o som. Foi o planeamento, a falta de visão e a insistência em defender um projeto que, desde o primeiro dia, levantava sérias dúvidas.

Mais uma vez, quem paga a fatura são os madeirenses".

Assim, dizemos nós, o que era para estar concluído em 2027 passa para 2030. E quanto a custos, logo se vê. Já esteve nos 50 milhões, o PIDDAR deste ano contempla 3,5 milhões, mas esta paragem para "repensar" vai representar, por certo, um valor "repensado".


 
 
 

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