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Médico candidato desmente a (sua) lista publicada no Diário

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 25 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura


Imaginando que os nomes são estes, o dr. José Luís Nunes fica numa posição de grande fragilidade do ponto de vista político, uma vez que as imposições de nomes são normais nesta dialética político partidária, mas quando se torna público fica mais difícil.





O Diário divulgou a lista de candidatos da coligação PSD/CDS à Câmara do Funchal. O médico José Luís Nunes à cabeça, com António Ferreira, Marcelo Gouveia, Helena Leal e Ana Bracamente nos seis lugares da maioria absoluta. De fora, e de forma inesperada, ficam Bruno Pereira e João Rodrigues, duas bases que tinham feito parte da vereação social democrata. Neste grupo, não há qualquer elemento do CDS, o que não sendo novo coloca o parceiro em posição de "corpo presente". E sabemos que José Manuel Rodrigues tinha intenção de negociar um representante.

Mas o que é mesmo surpreendente, para quem conhece as estratégias de "primeiras mãos" da comunicação social de referência, é o facto do candidato José Luís Nunes vir a público desmentir esta "formatura" de candidatos publicada pelo matutino. Normalmente, este "acerto" era para estar feito. O desmentido veio na dita concorrência, assim descrita apesar de ambos os jornais terem o mesmo patrão. Mas vamos assim designar por concorrência, foi no JM que o médico desmentiu o conteúdo e disse mesmo que ninguém tinha falado com ele, justificando assim o que considerou de "inverdades", mas recusando aquela que, pelos vistos, será outra verdade que contraria parte da notícia.

José Luís Nunes não sabe a origem dessa notícia, mas quem conhece as movimentações do género está bem identificado com essas "origens". Talvez o prestigiado médico, figura respeitada no meio profissional, de longa data, tenha alguma "verdura" nesta recente incursão pela política, para mais candidatando-se a um cargo executivo, o que para sermos verdadeiros não é propriamente a sua "praia" nestes seus novos percursos.

Esta situação relacionada com a lista, remete-nos para várias interrogações ou reflexões. Ou a "fonte" do Diário enganou o matutino fazendo-o com o propósito de ver a reação do mercado, o que é grave para o prestígio que o Diário (ainda) pretende, ou o médico candidato foi ultrapassado neste propósito de escolher a equipa, sendo que bem sabemos como as escolhas funcionam em matéria de vereadores, de assesdores e afins. Os candidatos a lideres mandam na medida do que o presidente deixa mandar. Não seria de estranhar a publicação da notícia sem conhecimento do dr. José Luís Nunes, eu não ficaria surpreendido.

Mas partindo do pressuposto que esta não é a equipa de escolha do candidato, isso significa que a notícia cai por terra, a "fonte" perde credibilidade e arrasta o Diário, além de não ser muito normal o Diário falhar estas notícias "passadas", às vezes com texto e fotos já diretamente das "fontes".

Imaginando que os nomes são estes, o dr. José Luís Nunes fica numa posição de grande fragilidade do ponto de vista político, uma vez que as imposições de nomes são normais nesta dialética político partidária, mas quando se torna público fica mais difícil, mesmo que não tenha reflexos, como situações mais graves não têm, num futuro resultado eleitoral.



 
 
 

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