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Nuno Morna aborda o "modelo esgotado" da Autonomia

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


Ex-deputado da IL escreve, em livro, que :a Autonomia gerou muito pouco ou quase nada relativamente ao pensamento e à estrutura mental da mesma".




"O Fim da Autonomia Administrada", assim se intitula o livro de Nuno Morna, um homem da Cultura e da Política, ex-deputado da Iniciativa Liberal na Assembleia Regional, entretanto distanciando-se do partido que o elegeu pela diferença entre a condução da linha partidária e o que ele próprio pensa da estratégia política a seguir.

Nuno Morna explica que o livro foi desenvolvido "a partir das crónicas que, de modo quase ininterrupto, tenho escrito no Diário de Notícias da Madeira há quase 10 anos porque considero que a Autonomia gerou muito pouco ou quase nada relativamente ao pensamento e à estrutura mental da mesma".

A publicação "é um ensaio político sobre a necessidade de ultrapassar o modelo esgotado de autonomia regional, ainda demasiado dependente da tutela, da autorização e da lógica centralista do Estado português, defendendo para a Madeira uma autonomia adulta, responsável e efectiva, capaz de decidir, experimentar, errar, corrigir e responder perante os madeirenses".

O autor discorre, em síntese, sobre o que escreveu. Partindo da ideia de que a liberdade política só existe quando o poder está próximo das pessoas, o livro "critica a ficção da uniformidade nacional, a farsa do centralismo eficiente e a dependência transformada em hábito institucional, propondo uma nova arquitectura de poder regional assente na responsabilidade fiscal, na transparência, na proximidade democrática, na capacidade legislativa própria e numa visão da República como comunidade de comunidades. Não se trata de negar Portugal, mas de exigir que Portugal se pense de outro modo: menos como máquina central que administra periferias e mais como pacto livre entre territórios maduros, diversos e politicamente responsáveis".

Para Nuno Morna "a Madeira surge, assim, não como caso menor ou excepção tolerada, mas como laboratório possível de uma regeneração republicana, onde autonomia não significa pedir mais, mas depender menos, governar melhor e assumir, sem desculpas nem reverências inúteis, o risco inteiro da liberdade".

Conclui referindo que "um livro não precisa de pedir licença para circular, sobretudo quando nasce precisamente contra essa cultura de portas fechadas, corredores estreitos e pequenos poderes instalados".

 
 
 

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