Os jovens querem família mas não têm nem dinheiro nem casa

A juventude do CDS Madeira, partido que é parceiro de Governo, com o PSD, na República e na Região, faz o seu papel de alerta para quem governa, ou seja, também para o CDS: os jovens adiam a família. Falta casa e dinheiro.

É um exercício dificil para quem está no Governo, em parceria, como o CDS, alertar para situações cuja solução está nas mãos dos Governos e que, de forma persistente, estão a arrastar as novas gerações para uma realidade. Sem casa e sem dinheiro, a construção de família é uma "miragem".
Foi o que aconteceu com uma iniciativa da Juventude Popular da Madeira, que se reuniu com a Associação para o Planeamento da Família (APF Madeira), no âmbito das Jornadas “Construir Futuro — Casa, Família e Natalidade”, para analisar os fatores que influenciam a decisão dos jovens de constituir família e os desafios associados à maternidade e à parentalidade.
Durante o encontro, refere a nota da JP "foram abordadas as mudanças nas prioridades das novas gerações, que procuram conciliar a estabilidade financeira e profissional com outras experiências e projetos pessoais. A dificuldade de acesso à habitação, a permanência prolongada em casa dos pais e a crescente exigência do mercado de trabalho foram identificadas entre os fatores que podem contribuir para o adiamento da decisão de ter filhos".
Para Leandro Silva, presidente da JP Madeira, “os jovens não deixaram necessariamente de querer constituir família, mas procuram primeiro alcançar condições de estabilidade que lhes permitam assumir essa responsabilidade. A dificuldade está em conciliar salários, habitação e exigências profissionais com o desejo de construir um projeto familiar”.
"A reunião permitiu igualmente refletir sobre as consequências do adiamento da maternidade, considerando a evolução da fertilidade com a idade, os riscos associados a uma gravidez mais tardia e, simultaneamente, a maior maturidade e experiência de vida dos futuros pais".



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