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Pedro Coelho disposto a ir contra o Governo de Montenegro

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura



Deputado do PSD Madeira na Assembleia da República deu um "murro na mesa" na "guerra" da Mobilidade: "O Terreiro do Paço pode ter força. Mas esquecem-se que CÁ temos o Terreiro da Luta".





Pedro Coelho é um dos deputados eleitos pelo PSD-M na Assembleia da República, o que na conjuntura de aprovação do novo Modelo de Mobilidade Aérea, constitui um papel que envolve alguma controvérsia, para não dizer grande controvérsia. Eleito pelo Círculo da Madeira, confronta-se com duas realidades: a disciplina partidária e a defesa do universo de eleitores madeirenses, universo esse que garantiu a eleição de três deputados ao PSD-M. O novo modelo não serve à Região, a exigência de verificação das declarações de não dívida ao Fisco e à Segurança Social, assume um caráter discriminatório relativamente aos cidadãos nacionais residentes nas ilhas. Quem fez foi um Governo PSD/CDS na República. Quem não quer é a Madeira inteira e a liderança de um Governo PSD/CDS na Região. Fica, agora, questão: por onde vai quebrar esta "corda" e que consequências tendo em conta que foi Montenegro quem, sem hesitação, disse que era assim e pronto. Que consequências, para o futuro, trará esta "luta" da Madeira relativamente a outros dossiers?

Num artigo hoje publicado no Diário, Pedro Coelho assume, pela primeira vez, uma posição de força dos deputados do PSD-M na Assembleia da República. A Madeira vai reagir, o PSD-M vai reagir e há consenso para apresentação de alterações tendentes a reverter este modelo. O Governo de Luís Montenegro não tem maioria absoluta e pode acontecer que a pretensão da Madeira passe na Assembleia da República mesmo com os votos contra do partido autor da nova lei. O objetivo, disse Miguel Albuquerque, e reforça Pedro Coelho, é comprovar quem está a favor dos madeirenses e quem está contra. E o ónus do voto contra pode recair no PSD, uma bancada que pode ver o voto contrário por parte dos deputados das ilhas, uma situação sempre embaraçosa do ponto de vista político e partidário. Mas Pedro Coelho "contorna" esse embaraço com um objetivo superior: "Veremos quem estará com a nossa terra. Contará, como é óbvio, com o meu voto favorável, porque sendo deputado da Nação, como um dia alguém fez questão de lembrar, fui eleito pelo Círculo Eleitoral da Madeira. Em primeiro lugar, represento quem me elegeu e a ESSES nunca posso faltar. O Terreiro do Paço pode ter força. Mas esquecem-se que CÁ temos o Terreiro da Luta".

O deputado "laranja", ex-presidente da Câmara de Câmara de Lobos,

expressa, no artigo, alguns esforços feitos no sentido de evitar este modelo de mobilidade. Falou com quem achou que tinha de falar, com ministros inclusive, não esconde que foi ouvido, mas também não esconde o efeito zero dessas "audições". Admite "batalha" perdida. Parte, agora, para a solução.

Pedro Coelho diz ser errado transformar um direito de coesão nacional num instrumento que cria mais desigualdades e que passa a ser um instrumento de coerção fiscal".



 
 
 

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