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  • Foto do escritorHenrique Correia

Projeto falhado de opção política vai abrir como praia aberta ao povo



Marina do Lugar de Baixo deita abaixo o edifício para construir solário e acesso ao mar para a população. São 200 mil euros para reparar um projeto que "engoliu" 100 milhões de euros.





A Marina do Lugar de Baixo foi um falhanço do Governo de Jardim, uma insistência política quando um estudo da Universidade de Aveiro desaconselhava a construção. O vice presidente da época, Cunha e Silva, reconheceu o erro quando foi chamado à comissão de inquérito mas declinou responsabilidades diretas, disse que a decisão de avançar já estava tomada antes. Se não foi Cunha e Silva foi quem? E quem assume a responsabilidade por desbaratar 100 milhões de euros em verbas públicas avançando politicamente por um projeto tecnicamente inviável? Como passar quase 20 anos sem uma solução que reparasse o erro?

Este domingo, a RTP Madeira emitiu uma reportagem onde aborda o assunto e onde Nivalda Gonçalves, a presidente da Sociedade de Desenvolvimento, fala da solução encontrada para reparar um erro feito em 2004 e inaugurado a poucos dias das eleições. Era preciso fazer o investimento mesmo sendo desaconselhado. Agora, tantos temporais e tanta destruição depois, a Marina do Lugar de Baixo vai passar por uma "operação de cosmética", com limpeza e arranjos, demolição do edifício ali construído à época. O objetivo é abrir o espaço à população com zona de solário e de acesso ao mar, salvaguardando as questões de segurança. São 200 mil euros para resolver este problema 19 anos depois.

Depois de reparar o Penedo do Sono com uma concessão recente, depois de dar nova "roupagem" às algas do Porto Santo, o Governo de Miguel Albuquerque tenta resolver este grande problema do Governo de Jardim. Falta o resto, não se sabe se o que ficou "pendurado" também teve, na origem, uma decisão política e não técnica.


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