PSD quer descomplicar o que o parceiro (CDS) complicou em Santana
- Henrique Correia

- 21 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Cláudia Perestrelo aponta aquela que tem sido “a política errónea em matéria de urbanismo” em Santana, onde o CDS é poder autárquico há 12 anos.

A candidata do PSD à Câmara de Santana veio a público, numa acção de pré campanha para as autárquicas, apontar o ponto fraco, o urbanismo, da governação local do CDS, partido que, como se sabe, é parceiro de Governo precisamente com o PSD. Cláudia Perestrelo quer "descomplicar" o que o seu parceiro "complicou" no concelho em matéria de habitação.
Não é fácil o papel dos candidatos dos dois partidos, o centrista Dinarte Fernandes nunca foi favorável a esta coligação de governo PSD/CDS, para Santana muito menos. Por isso, o PSD vai sozinho sabendo que o CDS ajudou-o a ganhar a maioria absoluta na Região, mas em Santana será diferente a estratégia. Ali, o CDS fechou as portas ao PSD.
Curiosamente, estas declarações foram captadas pela RTP-M, mas a plataforma de comunicação do partido nem tocou no assunto, certamente para não criar melindres aos seus companheiros de outras "viagens". Ficou, assim, só como um desabafo de Cláudia Perestrelo.
O texto oficial da iniciativa refere que as declarações foram feitas no
Armazém Municipal de Santana – que já foi deslocado para outro local há quase quinze anos – e que se encontra subaproveitado, espelhando aquela que tem sido “a política errónea em matéria de urbanismo” que tem sido seguida por parte do Executivo centrista que está a exercer funções em Santana.
“Connosco, com o PSD, o nosso principal objetivo é descomplicar aquelas que são as medidas urbanísticas, aproveitando, por exemplo, propriedades que são da tutela do Município, que são propriedade de todos nós, para construirmos habitação, que é uma necessidade premente em termos de fixação de pessoas”, garantiu, na ocasião, a candidata, lembrando que, a par deste, existem vários prédios no concelho que, sendo da titularidade da Câmara Municipal, podem, de facto, servir para a construção de habitação, ao invés de estarem subaproveitados e votados ao abandono", disse a candidata social democrata.




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