Rafael Nunes questiona Eduardo Jesus sobre betão em vereda

Deputado do JPP foi à Ponta de São Lourenço ver as obras de reabilitação e pergunta: "Porquê em betão? Não existiam alternativas mais naturais?"

O que está a ser construído numa publicação do Facebook do deputado do JPP Rafael Nunes.

A alternativa publicada no Facebook do antigo deputado da IL Nuno Morna.
Rafael Nunes é deputado do JPP na Assembleia Regional e promete questionar o secretário regional do Turismo, Cultura e Ambiente, Eduardo Jesus, sobre as obras de requalificação que estão a decorrer no percurso pedestre da Ponta de São Lourenço, designadamente a estrutura de betão que ali está a ser construída em forma de passadiço. O deputado considera que há exemplos, nacionais e internacionais, que seriam melhor sucedidos para uma zona protegida, o mesmo ponto de vista defendido, há dias, pelo antigo parlamentar da Iniciativa Liberal, Nuno Morna, inclusive com imagens de exemplos com estruturas em madeira.
Rafael Nunes promete que irá, pessoalmente, colocar algumas questões ao secretário regional Eduardo Jesus, "na esperança de ter acesso ao projeto de execução, aos pareceres ambientais e aos estudos que fundamentaram esta opção construtiva". E espera que "os esclarecimentos sejam prestados com a transparência que Eduardo recentemente disse ter, sem que seja necessário, uma vez mais, recorrer aos tribunais para ter acesso à informação".
As questões a que se refere o deputado do Juntos Pelo Povo recorda que "a Ponta de São Lourenço integra a Rede Natura 2000, estando classificada como Zona Especial de Conservação (ZEC) e Zona de Proteção Especial (ZPE), precisamente pela importância dos seus habitats naturais, fauna e flora. Esta zona de acesso à Ponta de São Lourenço exige uma integração paisagística harmoniosa e a proteção ambiental esperada para uma área classificada. Não estamos perante uma obra numa zona urbana, mas numa área protegida que exige cuidados redobrados".
E por isso deixa as questões:
"Porquê em betão? Não existiam alternativas mais naturais, mais bem enquadradas na paisagem, recorrendo, por exemplo, a soluções de engenharia natural, como acontece em algumas intervenções nos Açores ou até no Havai?
Que alternativas foram estudadas? Que critérios estiveram na origem desta decisão? Foram avaliados os impactos da utilização de betão, das fundações e dos trabalhos de construção sobre os habitats existentes? Foram avaliados os impactos de uma construção destas numa linha de água?
Recorde-se que, em setembro, o Governo anunciou, com visita de Eduardo Jesus ao local, obras de recuperação e beneficiação da Vereda da Ponta de São Lourenço – PR8, uma intervenção que representa um investimento de 487.175,28 euros, cofinanciado no âmbito do PRODERAM20/FEADER. Esta empreitada tem um prazo de execução de 360 dias e pretende reforçar as condições de segurança e utilização de um dos percursos pedestres de maior relevância da Região.



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