Rodrigues "faz de Albuquerque" no ataque duro ao PSD e CDS nacionais
- Henrique Correia

- há 6 horas
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"A Autonomia está a ser limitada, os direitos dos madeirenses estão a ser desrespeitados".

O CDS Madeira vai apresentar, no Congresso Nacional do partido, uma moção a defender "uma verdadeira descentralização do poder político em Portugal".
O CDS Madeira apresentou hoje um registo mais duro para com o Governo da República, mais duro até do que o próprio parceiro PSD-M, relativamente às posições nacionais face ao subsídio de Mobilidade Aérea. José Manuel Rodrigues foi ao Conselho Regional dos centristas madeirenses apelar "a todos os madeirenses e a todos os autonomistas para que se unam em torno da defesa do regime político-administrativo da Madeira e dos Açores, instaurado há 50 anos".
O líder do CDS-M e secretário regional da Economia no Governo de Miguel Albuquerque, vai contra o PSD de Montenegro, mas também contra a liderança nacional do CDS protagonizada por Nuno Melo.
Rodrigues não tem dúvidas: "A Autonomia está a ser limitada, os direitos dos madeirenses estão a ser desrespeitados e, por isso, é necessário unir esforços para defender a maior conquista da nossa História: o direito de governarmos os nossos destinos. A Madeira e os madeirenses estão acima de qualquer partido e de qualquer interesse particular".
O Conselho Regional do CDS Madeira protestou "contra a forma leviana e indiferente como o Governo da República tem lidado com matérias da sua responsabilidade que afetam diretamente a Região, sendo o melhor exemplo a alteração ao subsídio social de mobilidade. O CDS Madeira lamenta que o PSD e o CDS, dois dos partidos que mais contribuíram para a implantação e consolidação da Autonomia, sejam hoje, no Governo da República, forças de bloqueio ao cumprimento dos direitos constitucionais dos madeirenses e açorianos.
É neste quadro político que o CDS Madeira, que hoje elegeu os seus delegados ao Congresso Nacional do partido, a realizar em meados de maio, irá subscrever uma moção à reunião magna, na qual defenderá, de forma clara:
• o cumprimento, por parte do Estado, dos princípios da continuidade territorial e da solidariedade nacional, designadamente através da revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas;
• o reforço das Autonomias, no âmbito de uma revisão urgente da Constituição;
• uma verdadeira descentralização do poder político em Portugal.



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