Rui Fontes recusa-se a "deitar a toalha ao chão" e a visões "catastrofistas"
- Henrique Correia

- 29 de set. de 2022
- 2 min de leitura
"A Direcção do CS Marítimo não tem legitimidade para (nem pode) prestar quaisquer esclarecimentos relativos à actividade social da Marítimo da Madeira Futebol SAD".

O presidente do CS Marítimo emitiu um comunicado onde esclarece algumas disposições legais relativamente a esclarecimentos solicitados pelos sócios num contexto em que um movimento liderado por Miguel Caires, CEO do grupo Alberto Oculista, pretende desencadear um processo de destituição dos atuais corpos gerentes do clube e da SAD em função do início de época desastroso na I Liga de futebol com 7 derrotas nas 7 jornadas já decorridas.
Rui Fontes esclarece que "esta Direcção reitera que se encontra totalmente disponível para prestar aos Sócios do CS Marítimo quaisquer esclarecimentos e/ou informações relativos à actividade do Clube, obviamente, desde que os respectivos pedidos sejam legítimos quanto à forma, quanto ao conteúdo e quanto aos fins", acrescentando que "neste contexto, e porque nem todos os "movimentos" — espontâneos e/ou organizados, ou nem tanto — são conscientes e orientados, importa esclarecer que:
a) A Direcção do CS Marítimo não tem legitimidade para (nem pode) prestar quaisquer esclarecimentos relativos à actividade social da Marítimo da Madeira Futebol SAD, muito menos a quem não é accionista desta;
b) Não podem, pelo menos, sem que o CS Marítimo incorra em responsabilidade civil e prejuízos, ser prestados quaisquer esclarecimentos que impliquem a violação de segredos comerciais elou desportivos, cláusulas contratuais de confidencialidade e dados pessoais e/ou privados de terceiros; e,
c) Os esclarecimentos relativos à actividade do CS Marítimo são prestados no local próprio e sob a forma devida, e destinam-se, exclusivamente, a quem sejam prestados, não servindo (nem devendo servir) para alimentar discussões e pretensões fomentadas nas redes sociais, na comunicação social e/ou em quaisquer outros fóruns estranhos à actividade e à orgânica do Clube, e que apenas contribuem para fomentar a desunião entre os Sócios e Adeptos do Clube".
O presidente do CS Marítimo sublinha que "para além do mais, a Direcção do CS Marítimo também aproveita para clarificar que não lhe cabe responder a questões que já contêm, em si mesmas, as respectivas respostas, ou que se limitam a traduzir desejos — mal contidos, ou mal disfarçados — de quem as formula.
A título de exemplo, e porque não pretende alimentar os cenários catastrofistas e derrotistas, aparentemente, desejados por alguns, a Direcção do CS Marítimo nunca responderá a questões do tipo: "Qual o nível de perda de receita com uma possível descida de divisão? Está o clube preparado para esse impacto? Que consequências podem advir para o universo Marítimo?"
"Na verdade, e por muito que tal possa contrariar a vontade e os desejos de alguns, a Direcção do CS Marítimo legitimamente eleita pelos Sócios recusa-se a "deitar a toalha ao chão", e assegura que tudo fará para que a situação em que equipa sénior de futebol do Clube actualmente se encontra seja rapidamente invertida, contando, para o efeito, com a colaboração, o apoio, a dedicação e a UNIÃO de todos aqueles que realmente amam o clube".



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