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  • Henrique Correia

Sondagem: PSD/CDS com maioria absoluta, JPP sobe, PS desce; Chega e IL entram


Estamos a um ano das eleições e muita coisa vai acontecer, mas era o esperado para o atual momento político madeirense.




Não se pode dizer que seja surpreendente a sondagem hoje publicada pelo Económico Madeira sobre a tendência de voto nas Regionais de 2023: PSD/CDS com maioria absoluta, PS desce para metade, JPP sobe e volta aos 10% de 2015, PCP pode desaparecer do Parlamento e tanto Iniciativa Liberal como

o Chega podem ser os novos partidos da Assembleia Regional. BE pode regressar e dependendo dos cenários há uma possibilidade para o PAN. Estamos a um ano das eleições e muita coisa vai acontecer, mas era o esperado para o atual momento político madeirense.

O Económico revela que "se as eleições na Região Autónoma da Madeira (RAM) se realizassem agora, a coligação PSD/CDS-PP venceria com maioria absoluta, com 50,1% dos votos, reforçando significativamente a posição face a 2019, enquanto o PS cairia para quase metade". A sondagem é da Aximage para o Jornal Económico/Económico Madeira.

Na verdade, o governo PSD/CDS ainda não tem, poderá vir a ter, uma oposição convincente, o PS-M está a fazer o seu novo caminho, não só de ideias mas de liderança e Sérgio Gonçalves não é propriamente aquela figura que "entre a primeira" em termos de impacto político e em termos daquilo que as populações gostam de ver, mais do confronto direto face aos problemas, embora não esteja em causa as suas capacidades técnicas para o debate dos assuntos. Falta ainda o "click", tem pouco tempo de cargo e não tem muito tempo para essa afirmação, que se impõe naturalmente e não por decreto. O eleitorado ainda não vê essa alternativa de "caras". Não tem nada a ver com qualquer ação concertada de apoucar a liderança de Sérgio Gonçalves e desvalorizar a sua orientação, tem mesmo a ver com a parte de projeção que os líderes precisam construir e que talvez leve mais tempo no caso em análise.

Por isso, ainda que as sondagens tenham um valor relativo, há aqui indicadores que refletem um pouco da realidade atual, até no protesto através do Chega e no trabalho da Iniciativa Liberal. Pode não ser a realidade do próximo ano.




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