top of page

Trindade defende que o "velho" Hospital deve manter-se público

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 5 minutos
  • 2 min de leitura


O administrador hoteleiro e antigo secretário de Estado contrapõe relativamente ao estudo que aponta um investimento de 107 milhões para reconverter o "Nélio Mendonça": já foram gastos 50 milhões só em terrenos do campo de golfe.



O madeirense administrador do grupo Porto Bay, presidente da Associação de Hotelaria de Portugal e antigo secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, defende que o Hospital Dr. Nélio Mendonça deve manter-se na esfera da saúde pública regional. O argumento, em declarações ao PEF, assenta no aumento da esperança de vida e na necessidade da Região encontrar soluções, ainda em falta, relativamente às altas problemáticas e à lista de espera de mais de 1300 pessoas para internamento em lares.

Com um quadro destes e tendo em conta o futuro, Trindade é de opinião que a opção venda é precipitada e a comprovar isso mesmo está o recuo relativamente às declarações mais recentes do presidente do Governo por comparação com as anteriores em que a venda foi apresentada como uma decisão já tomada.

Bernardo Trindade coloca o tema como central para a Região e deixa para reflexão o facto de a Madeira ter uma esperança de vida inferior à do restante espaço nacional, o que remete para um envolvimento de todos, técnicos e não técnicos, políticos, sobre uma realidade que deve ser estudada, avaliada e motivando decisões que correspondam às necessidades e ao contexto, atual e de futuro.

O administrador hoteleiro comenta o estudo do Governo sobre uma reconversão do Hospital Nélio Mendonça em lar, dando conta de um investimento elevado de 107 milhões de euros, como sendo um argumento pouco sustentado quando comparamos com os 50 milhões gastos só com os terrenos para a implantação do campo de Golfe da Ponta do Pargo.

Recorde-se que a venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça, bem como dos Marmeleiros, era ponto de exigência da República como compensação dos 50% da República para construção e equipamento do novo Hospital, numa resolução do tempo em que o primeiro-ministro era António Costa, sendo que então houve grande contestação da Região ao ponto do processo ter ficado meio na gaveta. O assunto foi agora retomado, curiosamente pela Região que protestou, mas Miguel Albuquerque já veio "compor" as suas declarações iniciais dizendo que a venda não é para já, talvez para 2030 e talvez nem seja enquanto é presidente do Governo. Um pensamento adiado, portanto



 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
Madeira ponto logo.png
© Designed by Teresa Correia
bottom of page