"Uma no tropeção, outra na dentadura"
- Henrique Correia

- 15 de jun. de 2022
- 2 min de leitura
Está um cidadão ou uma cidadã andando tranquilamente na cidade e dá um tropeção sem esperar. Sai-lhe um pacote logo pela manhã: uma ambulância, bombeiros e uma notícia da "topada".

Já em tempos dei por mim a constatar, depois de várias notícias dos dois jornais de referência na Região, critério para ter o mesmo dono e vários milhões de apoios, que Deus queira que nunca tropece no degrau do Anadia ou à entrada do Mercado, porque se isso acontecer sou notícia de certeza. Já vi várias nesse sentido. Está um cidadão ou uma cidadã andando tranquilamente na cidade e dá um tropeção sem esperar. Sai-lhe um pacote logo pela manhã: uma ambulância e uma notícia da "topada" como diziam os antigos.
Mas ainda assim, é preciso respeitar quem trabalha e as estratégias boas são aquelas que dão resultado. E é preciso dizer, por ser justo, que pelo menos estes tropeções são de produção própria, das poucas informações que não têm intervenções oficiais, dos Governos e das Câmaras. Um tropeção de valor, a bem dizer.
Mas essa dos tropeções já parece ter passado à história depois de termos visto, hoje, uma notícia que os bombeiros foram "resgatar" uma dentadura, leram bem, uma dentadura, ao fundo da Ribeira. Um carro dos bombeiros, uma notícia e pronto, a dentadura deve ter regressado, não se sabe se em bom estado, ao local de onde nunca deveria ter saído.
Pois bem, é verdade que os jornais estão um pouco "uma no tropeção, outra na dentadura", em termos gerais de ligação direta a vários poderes e há como que um "apagão" em coisas que realmente são importantes para a "escola" do jornalismo e do bom senso. Coisas, claro, que não dão dinheiro, como se sabe. Mas não é preciso vir cá para baixo.



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