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"É uma vergonha fazer do Dia da Autonomia uma nota de rodapé"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 25 minutos
  • 2 min de leitura


Nuno Morna não deixou nada por dizer: "É uma vergonha. Uma vergonha política, uma vergonha institucional e uma vergonha moral não comemorar a Autonomia".



Foto Facebook Nuno Morna


O antigo deputado da Iniciativa Liberal na Assembleia Regional, Nuno Morna, veio hoje a público criticar a forma como a Região (não) comemorou o novo Dia da Autonomia, que passa a ser assinalado a 2 de abril. Sem sessão, sem iniciativa que se visse, sem a honra que a data, onde nem há consenso como sendo a mais correta, mereceria outra atenção.

Nuno Morna diz ser uma "vergonha". Com maior ou menor ênfase na palavra, tem razão. Havendo um "barulho" pela defesa da Autonomia, havendo uma comissão para os 50 anos da Autonomia, assinalados precisamente este ano, o silêncio não foi bonito.

O antigo deputado da IL, partido que agora anda sem saber muito bem o que fazer no Subsídio de Mobilidade, entristecendo lutas de outrora com Nuno Morna no Parlamento, escreve que quando votou pelo Dia da Autonomia "não foi para isto". E reforça: "Fi-lo por respeito à Autonomia, à sua carga simbólica e ao que ela devia significar para a Madeira. Não o fiz para assistir a esta farsa provinciana, a esta espécie de patriotismo de calendário que serve para aprovar efemérides no papel e esquecê-las na prática ao primeiro incómodo. Não votei para isto. Não votei para que fizessem do Dia da Autonomia uma nota de rodapé, um detalhe dispensável, um compromisso a cumprir apenas quando dá jeito à agenda, ao humor ou à conveniência de quem manda. Porque é isso que se passou. Quando chegou o momento de assinalar a data, sobretudo num ano em que se cumprem 50 anos, o entusiasmo evaporou-se. A pompa da aprovação deu lugar ao silêncio do costume. Aprovaram o dia com solenidade suficiente para a fotografia e trataram de ignorá-lo com a ligeireza cínica de quem acha que a memória colectiva é uma coisa elástica, moldável e, acima de tudo, descartável".

Nuno Morna deixa uma insinuação que pode estar ligada às alargadas férias da Páscoa: "Não é a primeira vez que se adia, se desvaloriza ou simplesmente não se faz o que devia ser feito por mera conveniência dos senhores deputados. E depois falam da Autonomia com a mão no peito, como se bastasse recitar meia dúzia de palavras gastas para honrar meio século de história. Não basta. É uma vergonha. Uma vergonha política, uma vergonha institucional e uma vergonha moral não comemorar a Autonomia no seu dia, ainda por cima quando assinala 50 anos. E é também um retrato perfeito de uma certa maneira de estar na política regional: muita retórica, muito auto-elogio e, no momento da verdade, uma pequenez confrangedora".

 
 
 

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