Último ato de Pedra foi lançar livro e "pôr" Calado a falar
- Henrique Correia

- 24 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Palavras de Calado em momento privado mas a convite da presidente de Câmara em exercício público. Pedra assume que fez o convite num "gesto espontâneo de agradecimento".

A situação foi insólita e apanhou os jornalistas de surpresa, apanha também os leitores e os eleitores. O ex-presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, que saiu do cargo na sequência de uma investigação judicial, ainda em fase averiguações e que esteve detido quase um mês no âmbito do primeiro interrogatório das entidades judiciais, regressou às instalações da Autarquia para falar aos funcionários. O convite foi feito por Cristina Pedra, num "momento privado" de um contexto de último ato público do mandato, a cerimónia de lançamento do Livro de Honra da Câmara Municipal do Funchal: Personalidades Ilustres Recebidas nos Paços do Concelho (1984-2011), a realizar-se no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho. Como refere o Diário, Pedra assume que fez o convite num "gesto espontâneo de agradecimento". Diz mais: "Pedro Calado foi o responsável de todos nós estarmos aqui, com os votos dos eleitores, com a democracia a funcionar".
A jornalista do Diário descreve que "os jornalistas foram convocados para a apresentação de um livro, nos Paços do Concelho, mas a despedida oficial aconteceu antes da cerimónia propriamente dita à porta fechada, na qual discursou Pedro Calado".
Recorde-se que Pedro Calado foi detido no início de 2024, juntamente com os empresários Custódio Correia (Socicorreia) e Avelino Farinha (do grupo AFA), suspeito de sete crimes de corrupção passiva.
Relativamente ao estudo como último de Cristina Pedra, a edição sobre o primeiro Livro de Honra da Câmara Municipal do Funchal reúne mais de 500 registos de individualidades ilustres que passaram pela cidade e pelo emblemático Edifício dos Paços do Concelho, é da autoria de Duarte Mendonça, técnico superior da Biblioteca Municipal do Funchal.



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