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  • Henrique Correia

A arte que "cai" na rua



As "estátuas" de rua, já há muito importantes nas vivências das cidades do mundo, vêm ganhando espaço no Funchal, provavelmente sem os resultados monetários que correspondam ao valor que efetivamente têm




É verdade que não temos uma cultura virada para a aceitação da chamada arte de rua. É verdade que estamos a léguas do que se passa, a esse nível, em muitas cidades europeias ou até em relação a muitas cidades do País, designadamente os grandes centros, tirando obviamente o período de pandemia, que é anormal em tudo. É verdade que precisamos de acompanhar o que se faz lá fora, sem pretensiosismos de inovar só por inovar, quando às vezes é suficiente replicar o que é possível e adaptável à nossa realidade. É que também mudámos enquanto cidade e enquanto visão dessa mesma cidade.

A arte de rua é, por isso, um fator novo para a Madeira, de tanto novo que se torna difícil uma apreciação como deve ser, por parte de cada um dos cidadãos, mas também por parte das entidades que superintendem o poder local e os departamentos regionais de turismo, que deveriam ter um papel mais interventivo para um impulsionamento relativo a eventuais quadros, em diferentes pontos da cidade, que nesta fase de recuperação, da vida das pessoas e da economia, por maioria de razão, poderia ser um fator de peso, como mais valia, para a animação das principais ruas do Funchal, até como forma mais acessível para fazer emergir alguns valores, em diferentes áreas e contextos.

Neste âmbito, as "estátuas" de rua, já há muito importantes nas vivências das cidades do mundo, vêm ganhando espaço no Funchal, provavelmente sem os resultados monetários que correspondam ao valor que efetivamente têm, mas com uma presença que não dá lugar à indiferença. Podem não despertar a "moeda", mas despertam a curiosidade de quem passa, muitos pouco dados a estas coisas, mas que as "estátuas" pensam que, pela insistência, podem vir a ganhar espaço e a moeda para justificar o excelente trabalho que fazem.

Querem "romper" com a marca Madeira, dar um ar de criatividade? Então pensem num apoio à arte de rua, talvez 1% do meio milhão seria suficiente para trazer jovens artistas para a rua. Vale para o Governo e vale para a Câmara.

É aproveitar o desconfinamento para "desconfinar" algumas mentes.

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