A história dos arranha céus foi para não se falar de Mobilidade?

A pergunta é do antigo vice presidente da Assembleia e do Governo da Madeira, Miguel Sousa. Que deixa outra observação curiosa sobre o projeto do campo de Golfe da Ponta do Pargo: "É bom não se saber todo o filme".

O antigo vice presidente da Assembleia e antigo vice presidente de Governos de Alberto João Jardim, Miguel Sousa, empresário e militante social democrata, tem vindo a exercer o direito de cidadania com publicações que, nos últimos tempos, têm vindo a ser "demolidoras" para o exercício governativo de Miguel Albuquerque, uma liderança que Miguel Sousa apoiou de forma indefetível.
As publicações são curtas, mas o conteúdo é "mortífero" do ponto de vista da estratégia de governo. As últimas versaram a declaração do presidente do Governo sobre a construção habitacional em altura, e também sobre o campo de Golfe da Ponta do Pargo.
A solução de construção em altura, para projetos de custos controlados, também defendida pelo presidente da Câmara do Funchal, permitiu ao antigo governante questionar, com alguma ironia e deixando subjacente a ideia que uma vez no terreno a pretexto da falta de habitação para o mercado madeirense, pode rapidamente constituir solução de projetos privados:
A história dos arranha céus foi para não se falar de MOBILIDADE?
Arranha-céus também em Porto Santo?
Os próximos edifícios no bairro negro Dubai Madeira já serão arranha-céus ?
Relativamente ao campo de golfe da Ponta do Pargo e aos projetos adjacentes que visam captar investidores, e sabendo-se os conhecimentos, políticos, mas também técnicos e do meio envolvente deste desporto que muitos consideram de elite, a publicação de Miguel Sousa deixa, também de forma subliminar, uma realidade que talvez esteja envolta em contornos ainda pouco conhecidos:
"Ponta do Pargo
é bom não se saber todo o filme…"
Recorde-se que o Governo Regional prorrogou até 21 de setembro o prazo para a apresentação de propostas do concurso de concessão da exploração do Campo de Golfe da Ponta do Pargo e dos terrenos adjacentes destinados a hotéis e moradias. A extensão do prazo tem a ver com dúvidas de potenciais investidores.



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