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  • Henrique Correia

Albuquerque anuncia Calado pelo Funchal, com o CDS mas podem entrar outros partidos


Numa entrevista ao DN Lisboa, o presidente do Governo Regional e do PSD Madeira fala do futuro e diz que "depende da conjuntura e se me candidato à Madeira. Se não, gostava de fazer um papel de política nacional ou na Europa


"As relações (com o primeiro-ministro) estão mais ou menos estabilizadas, vamos ver agora..."


O presidente do Governo Regional e líder do PSD Madeira assume, pela primeira vez diretamente, que Partido Social Democrara da Madeira vai apresentar, nas próximas eleições autárquicas, np Funchal, "o melhor candidato, que é o vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Pedro Calado". O nome estava certo, mas assim pelas suas palavras ainda não tinha sido confirmado por Miguel Albuquerque com esta certeza. Foi hoje, numa entrevista ao DN Lisboa.

Este anúncio quase oficial tem um dado já conhecido, será em coligação com o CDS, uma constatação lógica de que, apesar de estar tudo certo "ainda não está aprovada na comissão política, que só irá acontecer depois da Páscoa", mas uma novidade: "Será com o CDS, mas poderemos abrir a outros partidos, ainda não sabemos".

Albuquerque diz que "este fenómeno da Câmara do Funchal é típico, porque apareceu uma pessoa não muito conhecida [n.r.: Paulo Cafofo] que sorria e que era simpático. Foi eleito. Passaram oito anos e é preciso uma lupa para ver obra feita no Funchal. E a propaganda do sorriso dura o que tem de durar, mas depois acaba. E neste momento o Funchal precisa de ter uma boa equipa, que retome o desenvolvimento da cidade".

Do futuro, Albuquerque diz ao jornal nacional que "depende da conjuntura e se me candidato à Madeira. Se não, gostava de fazer um papel de política nacional ou na Europa. Ainda estou a meio do mandato, vamos ver, até agora tem corrido bem.

Sobre as relações com o primeiro-ministro, o presidente do Governo responde com um sentido de que essas relações estão normalizadas, o que contrasta com algum discurso para consumo na Região, com criticas contundentes a Lisboa e a Costa, designadamente através do vice presidente. Agora, ao DN, responde assim: "antes das eleições, tivemos algumas querelas, o que é normal. Conheço-o desde a altura em que era presidente da Câmara de Lisboa e temos um bom relacionamento institucional. É evidente que temos conflitos, mas as relações estão mais ou menos estabilizadas, vamos ver agora... porque temos um conjunto de projetos que queremos pôr a andar"


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