Albuquerque apela a Marcelo para ultrapassar "bloqueios identificados" com Lisboa

As Autonomias Políticas são um inestimável instrumento democrático e devem ser entendidas como uma solução para o bem do País e não contra Ele

Foi este o momento chave para os "recados" à República e com o o mais alto magistrado da Nação a ouvir. Foi de Miguel Albuquerque, na Quinta Vigia, nesta receção que, afinal, não foi só para o convívio, antes pelo contrário.
Albuquerque disse, olhos nos olhos a Marcelo, com António Costa a ouvir, também, que "as Autonomias Políticas são um inestimável instrumento democrático e devem ser entendidas como uma solução para o bem do País e não contra Ele.
Nesse sentido, faço hoje um apelo para a necessidade de se encontrarem e consensualizarem soluções que permitam continuar a responder às necessidades dos cidadãos, ultrapassando bloqueios bem identificados por todos".
Entre esses bloqueios, o presidente do Governo apontou a mobilidade, a Saúde e a Educação: "As questões da mobilidade aérea, marítima e digital são outro aspecto incontornável neste século XXI. Não é possível aceitar que a deslocação de portugueses dentro de território nacional custe o dobro ou triplo do que para territórios estrangeiros. O mesmo se diga quanto ao transporte de mercadorias.
Por outro lado, com os custos das funções sociais a subir exponencialmente de ano para ano, designadamente a Educação e a Saúde, é essencial encontrar soluções equilibradas e justas para todos, no quadro das responsabilidades do Estado".
Por isso, Albuquerque apela a Marcelo: "Contamos com o seu profundo conhecimento da realidade destas Ilhas e com o seu inquestionável amor a este País, para promover um diálogo profícuo e consequente no sentido de se encontrarem novas respostas para as questões que aqui coloquei. Da nossa parte, o País pode contar com o nosso empenho, trabalho e dedicação para a construção de um Portugal liderante e mais equitativo".
Na sua intervenção, o chefe do Executivo agradeceu a Marcelo as comemorações do 10 de junho na Madeira e disse que "de uma vez por todas, Portugal tem de entender que o Mar é um dos seus principais recursos e que deve liderar, no quadro europeu as potencialidades imensas da Economia Azul. As Regiões Autónomas afirmam-se como espaços privilegiados para o desenvolvimento e vanguarda desta estratégia.
Não perceber isto é adiar, uma vez mais, a oportunidade de construirmos para as novas e actuais gerações, um futuro mais próspero e com maior qualidade de vida para todos os Portugueses".



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