Albuquerque desvaloriza petição, Nuno Morna desmonta
- Henrique Correia

- há 8 horas
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Presidente do Governo desvaloriza uma iniciativa (petição) de uma Democracia que não se deve esgotar no voto.

Depois do presidente do Governo Regional ter avançado com a ideia de que a solução habitacional de futuro passa pela construção em altura, sem ser conhecido qualquer estudo que sustentasse essa "tese", surgiu desde logo uma petição pública, pela mão de Nuno Morna, antigo deputado da Iniciativa Liberal no Parlamento, hoje um cidadão a exercer um direito cívico por acreditar que aquela solução carece de maior fundamento do que uma simples declaração feita de forma avulsa.
A petição tem 1500 assinaturas, ganhou por isso dimensão pública, num ato que se insere na Democracia que não se esgota no voto. E como sempre acontece nestes momentos, os políticos descalorizam para evitar explicações, usando o gasto argumento que a crítica vem sempre dos mesmos e contra tudo. Foi o que disse Miguel Albuquerque apontando opiniões contráris aquando da Promenade e do Teleférico.
A este propósito, Nuno Morna já reagiu e lembrou que Albuquerque recorrendo "ao velho argumento de que os críticos são sempre os mesmos, os que estão contra o Governo há trinta anos e contra tudo o que se faz na Madeira. Pelo caminho, resolveu incluir-me nesse conveniente saco de opositores profissionais, atribuindo-me posições contra a Promenade e contra o teleférico do Funchal. Há apenas um pequeno incómodo nesta narrativa: não é verdade".
E Nuno Morna prossegue: "Da minha boca, Miguel Albuquerque nunca ouviu uma única palavra contra a Promenade. Pelo contrário, sempre a considerei uma obra estruturante para a cidade, que valorizou a frente marítima e melhorou a relação do Funchal com o mar. Também nunca me ouviu dizer que era contra o teleférico. Trata-se de uma infra-estrutura de encosta que, pela sua própria natureza, não descaracteriza o anfiteatro do Funchal nem altera de forma irreversível a sua leitura paisagística. Comparar estas duas obras com a construção de torres de vinte ou trinta andares é comparar realidades completamente diferentes, apenas porque dá jeito misturá-las para fugir ao assunto.
Tenho pena de que, perante uma petição subscrita por mais de 1500 cidadãos, continuemos a levar com comentários que não pretendem esclarecer, discutir ou contribuir para um debate sério. Servem apenas para desvalorizar quem questiona e para arrumar toda a discordância na prateleira dos que são contra o desenvolvimento. É uma forma muito cómoda de fazer política: em vez de responder aos argumentos, inventam-se posições do interlocutor e depois combate-se essa caricatura. Dá menos trabalho e dispensa o incómodo de ter de explicar por que razão edifícios com vinte ou trinta andares seriam bons para a Madeira".
"Este debate deve ser aberto, livre e sustentado em factos, estudos e critérios técnicos, não em rótulos, frases feitas ou achismos".



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