Albuquerque diz que não embarca na "falsa insegurança das redes sociais"
- Henrique Correia

- há 1 hora
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Presidente do Governo foi ao aniversário da PSP defender a instituição Polícia e garantir "cumplicidade" institucional, acima de tudo. Outra coisa parece ser a insegurança que os cidadãos sentem.

Há mais toxicodependência e o negócio é maior, também fruto de um aumento, e variado, do mercado turístico, mais sem abrigo e em mais zonas, existem assaltos com contornos que não eram habituais na Madeira, há receio de circular no Funchal a partir de determinadas horas e em algumas ruas, há um sentimento de insegurança que não havia há uns anos, mas o presidente do Governo, compreende-se, tem um papel institucional de retirar a carga de alarme para evitar um peso para as autoridades e para o Governo, disse haver uma falsa insegurança.
Esta manhã, perante polícias e perante o ministro da Administração Interna, Miguel Albuquerque disse que "o meu Governo não embarca nos discursos de insegurança nas redes sociais e vai defender sempre a Polícia".
O presidente tem razão em defender a Autoridade compreende-se, passou grande parte do discurso nessa direção, o Governo será sempre cúmplice da Autoridade e da Polícia de Segurança Pública, em nome da segurança e da defesa das instituições.
Esta intervenção do presidente vem na linha de proteção institucional. A par disso, vem a proteção dos cidadãos. E neste sentido, a governação e a segurança prepara-se para a realidade e não para a ficção ou para o que gostaría que fosse. Há um problema grave de consumos ilícitos, na Madeira, e com eles emergem comportamentos que geram insegurança. É um facto, real, que nem polícias nem governos devem ignorar, e em muitas situações é uma insegurança fora das estatísticas, por isso não figuram nas avaliações, o que não significa não existam e sejam falsas.
Albuquerque discursou nos 148 anos da PSP, onde lembrou as dezenas de viaturas e material informático assegurados pelo Governo Regional, à PSP, fruto de um protocolo que prevê a afetação de 30% do valor das multas, cobrado na Região, para a compra de equipamentos à Polícia de Segurança Pública.



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