Ministro não se demite: a mim não me intimidam
- Henrique Correia

- há 29 minutos
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Luís Neves diz: "Não me vão impedir de governar". E promete responder a André Ventura no dia 8 de setembro, na audição na Assembleia da República.

O ministro da Administração tem andado "debaixo de fogo" político e hoje, no aniversário do Comando Regional Madeira da PSP, decidiu responder, qb, às polémicas, ao líder do CHEGA e às investigações dos jornais, que considerou motivadas pela inveja.
Luís Neves recusa demitir-se, reage forte com frases como "não me vão impedir de governar" ou "a mim não me intimidam", disse haver "quem condene aversários sem provas. Esta é a diferença entre o estado de direito e a política da suspeita permanente. Da criação de um caos que dá jeito...Lança-se uma acusação grave, sabendo que será repetida dia após dia, mesmo que nunca venha a ser demonstrada".
No final da cerimónia, em declarações aos jornalistas, o ministro disse apenas responder a três questões, sendo que relativamente à primeira, para concretizar quais as investigações incorretas publicadas pelos jornais, feitas por inveja, por parte daqueles que afastou, Luís Neves foi vago: "Temos assistido a um determinado tipo de escrutínio, não de todos, que atinge a personalidade e a própria família. É isso a que me refiro".
A segunda questão voltou a incidir nessas pessoas que o ministro referiu, mas que por agora prefere omitir as identidades. Diz que há um tempo para tudo. Tem orgulho no seu passado, no presente".
A 8 de setembro, o ministro tem a audiência regimental na Assembleia da República e, desde já lança uma declaração para André Ventura, líder do Chega, que ameaçou o Governo com uma moção de censura caso Luís Neves não se demitisse: "Estou completamente disponível para qualquer questão que seja colocada".
O governante com a pasta da Administração Interna respondeu à terceira pergunta sobre o Presidente da República, que terá manifestado posição para que o assunto Luís Neves fosse resolvido rapidamente pelo primeiro-ministro. O ministro diz que não reage pelos jornais, afirma ter uma boa relação institucional com o senhor primeiro-ministro. Continuarei a fazer o mesmo trabalho que tenho feito até agora, estou motivado naquilo que tenho estado a fazer e é essa a minha linha de orientação".



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